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Tipo de Documento: Dissertação
Título : Nietzsche : arte e vida em O Nascimento da Tragédia
Autor : Barboza, Cléberton Luiz Gomes
Fecha de publicación : 26-feb-2021
Director(a): Mota, Vladimir de Oliva
Resumen: O presente trabalho tem por objetivo investigar a afirmação da vida pela arte na primeira obra de Nietzsche, O Nascimento da Tragédia (1872). Tomamos por pressuposto que a afirmação da vida já se encontra na referida obra, assim, buscamos responder o seguinte problema: por que a arte afirma a vida? Para atender esta finalidade, a estrutura do trabalho será composta em três partes. Na primeira parte, procedemos com o exame do fenômeno vida enquanto fenômeno estético, oriundo do devir, isto é, o apolíneo e o dionisíaco como impulsos artísticos da natureza; num segundo momento, analisamos a arte trágica dos gregos como afirmação da vida ante o terror do devir; por fim pomo-nos a perscrutar o fim da arte trágica através do socratismo, como um declínio da vida. Para o desenvolvimento da pesquisa, adotamos o método estrutural, tendo em vista também que Nietzsche não é um autor sistemático, observando assim nuances e aberturas para linhas interpretativas em seus escritos. Sustentamos que vida, como fenômeno estético, é expressa por Nietzsche como impulsos artísticos da natureza, nos quais Apolo e Dionísio emergem como forças que constituem o movimento interno do devir, numa simultaneidade entre o criar e o destruir; a plasmação apolínea e o aniquilamento dionisíaco, constituindo o instante de gênese e eterna fertilidade e prazer do vir-a-ser, que constitui o fenômeno vida. O devir, no entanto, aparece ao homem como terrível e desesperador, dada a instabilidade e o sem sentido da existência, marcada pela violência e crueldade da natureza, produzindo-se e diluindo-se a cada instante. É apenas com a arte que o homem se salva dos horrores da existência, imitando os poderes artísticos da própria natureza, expressos em Apolo e Dionísio: a bela aparência apolínea do sonho transfigurada nas artes plásticas, e a embriaguez dionisíaca num misto de terror e êxtase expressos na música. O coro trágico dos gregos produzia a afirmação da vida em todas as suas vicissitudes, mesmo as mais cruéis. Uma tal afirmação da vida, no entanto, é posta em declínio pelo socratismo, cuja marca se dá pela substituição do estético pelo lógico, suprimindo o dionisíaco, e, em consequência, o apolíneo, também mortificado, uma vez que não a arte, mas a ciência passa a ser o horizonte do pensamento ocidental, petrificando-se neste modo de ser da razão. Sob um tal diagnóstico do Ocidente, Nietzsche reivindica uma existência artística, que, contra a negação do querer, pode enfim e tragicamente, dizer sim.
Resumen : The present work aims to investigate an affirmation of life through art in Nietzsche's first work, The Birth of Tragedy (1872). We assume that the affirmation of life is already found in the work, so we seek to answer the following problem: why does art affirm life? To serve this manufacturer, a work structure composed of three parts. In the first part, we proceed with the examination of the phenomenon of life as an aesthetic phenomenon, arising from becoming, that is, the Apollonian and the Dionysian as artistic impulses of nature; in a second moment, we analyze the tragic art of the Greeks as an affirmation of life in the face of the terror of becoming; finally we begin to examine the end of tragic art through socratism, as a decline in life. For the development of the research, we adopted the structural method, considering also that Nietzsche is not a systematic author, observing nuances and openings for interpretative lines in his writings. We maintain that life, as an aesthetic phenomenon, is expressed by Nietzsche as artistic impulses of nature, in which Apollo and Dionysus emerge as customizable that preceded the internal movement of becoming, in a simultaneity between creating and destroying; the Apollonian shape and the Dionysian annihilation, constituting the moment of genesis and eternal fertility and pleasure of becoming, which constitutes the phenomenon of life. Becoming, however, appears to man as terrible and desperate, given the instability and the meaninglessness of existence, marked by the violence and cruelty of nature, taking place and diluting itself at every moment. It is only with art that man is saved from the horrors of existence, imitating the artistic powers of nature itself, expressed in Apollo and Dionysus: the beautiful Apollonian appearance of the dream transfigured in the plastic arts, and the Dionysian drunkenness in a mixture of terror and ecstasy expressed in the music. The tragic chorus of the Greeks produced the affirmation of life in all its vicissitudes, even the most cruel. Such an affirmation of life, however, is put in decline by socratism, whose mark is given by the replacement of the aesthetic by the logical, suppressing the Dionysian, and, consequently, the Apollonian, also mortified, since not art, but science becomes the horizon of western thought, petrifying itself in this way of being of reason. Under such a diagnosis of the West, Nietzsche affirms an artistic existence, which, against the denial of will, can finally and tragically say yes.
Palabras clave : Friedrich Nietzsche
Arte
Vida
O Nascimento da Tragédia (Livro)
Art
Life
Área CNPQ: CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma : por
Institución: Universidade Federal de Sergipe
Programa de Posgrado: Pós-Graduação em Filosofia
Citación : BARBOZA, Cléberton Luiz Gomes. Nietzsche : arte e vida em O Nascimento da Tragédia. 2021. 129 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2021.
URI : https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/14563
Aparece en las colecciones: Mestrado em Filosofia

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