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Tipo de Documento: Monografia
Título : Perfil epidemiológico e assistencial das internações para o tratamento medicamentoso da osteogênese imperfeita no Brasil: um estudo ecológico de 2014 a 2023
Autor : Fortunato, Yasmin Casado
Fecha de publicación : 5-dic-2025
Director(a): Santos, Emerson de Santana
Resumen: Introdução: A Osteogênese Imperfeita (OI) é um grupo de displasias ósseas raras e hereditárias caracterizadas por fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. No Brasil, a OI é contemplada pela Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, que visa o cuidado integral dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, há expressiva lacuna de dados epidemiológicos acerca desta doença no Brasil, fato que dificulta a avaliação da adequação de políticas públicas e do cuidado ofertado a esses pacientes. Objetivo: Caracterizar as internações hospitalares para tratamento medicamentoso da OI no Brasil, no período de 1° de janeiro de 2014 a 31 de dezembro de 2023, com base nos dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico descritivo, de abordagem quantitativa e base populacional, com componente de série temporal de dados secundários coletados na base de dados de produção hospitalar, disponíveis no Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Resultados: Observou-se número de internações crescente até 2019, queda abrupta em 2020 e recomposição parcial em 2021-2023, bem como o valor total aprovado das AIHs. As internações foram geograficamente restritas a unidades federativas (UFs) com Centros de Referência em Osteogênese Imperfeita (CROI) e apresentaram distribuição desigual entre Regiões, com maior concentração no Nordeste, Sul e Sudeste. Na análise por UF de residência, 88,7% das internações envolveram pacientes residentes em UFs com CROI. A taxa média anual por milhão de habitantes foi maior nas UFs com CROI. Os indicadores assistenciais foram compatíveis com internações eletivas de curta permanência e baixa mortalidade intra-hospitalar. Conclusão: No período analisado, o componente hospitalar do tratamento medicamentoso da OI no SUS foi influenciado pela oferta, organização da rede e pela concentração de serviços especializados, com desigualdades regionais. Estratégias como regionalização e expansão de centros de referência, pactuação de fluxos interestaduais e a integração dos sistemas de informação podem favorecer equidade e eficiência no cuidado às pessoas com OI.
Resumen : Introduction: Osteogenesis imperfecta (OI) comprises a group of rare, inherited skeletal dysplasias characterized by bone fragility and susceptibility to fractures. In Brazil, OI is covered by the National Policy for Comprehensive Care for People with Rare Diseases, which aims to ensure comprehensive care within the Unified Health System (SUS). Nevertheless, a substantial gap in epidemiological data persists, hindering assessment of whether public policies and delivered care are adequate. Objective: To characterize hospital admissions for drug therapy in OI in Brazil from January 1, 2014, to December 31, 2023, using data from SIH/SUS (Hospital Information System), CNES (National Registry of Health Establishments), and IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics). Methods: Descriptive quantitative ecological study with a population-based design and time-trend analysis of secondary data from the hospital production database, available on DATASUS. Results: There was an upward increase in admissions until 2019, an abrupt decline in 2020, and partial recovery in 2021–2023; a similar pattern was observed for the total authorized amount for AIHs (Hospital Admission Authorizations). Admissions were geographically restricted to states (UFs) hosting Reference Centers for OI (CROI) and were unevenly distributed across regions, with higher concentration in the Northeast, South, and Southeast. In the analysis by state of residence, 88.7% of admissions involved patients living in states with a CROI. The annual mean rate per million inhabitants was higher in states with a CROI. Care indicators were consistent with elective, short-stay admissions and low in-hospital mortality. Conclusion: Over the study period, the hospital component of drug therapy for OI within SUS was influenced by service availability, network organization, and the concentration of specialized services, with marked regional inequalities. Strategies such as regionalizing and expanding reference centers, interstate referral-flow agreements, and integration of information systems may improve equity and efficiency in the care of people with OI.
Palabras clave : Osteogênese Imperfeita
Sistemas de Informação em Saúde
Sistema Único de Saúde
Perfil de Saúde
Hospitalização
Osteogenesis Imperfecta
Health Information Systems
Unified Health System
Health Profile
Hospitalization
Área CNPQ: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Idioma : por
Institución: Universidade Federal de Sergipe
Departamento: DMEL - Departamento de Medicina Lagarto – Lagarto - Presencial
Citación : FORTUNATO, Yasmin Casado. Perfil epidemiológico e assistencial das internações para o tratamento medicamentoso da osteogênese imperfeita no Brasil: um estudo ecológico de 2014 a 2023. 2025. Monografia (Graduação em Medicina) - Departamento de Medicina, Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2025.
URI : https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25743
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