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Tipo de Documento: Monografia
Título: Tolerância à salinidade de acessos de umbuzeiro na formação de mudas
Autor(es): Farias Filho, João Luiz
Data do documento: 2-Fev-2026
Orientador: Brito, Marcos Eric Barbosa
Resumo: A disponibilidade hídrica é fundamental à agricultura, particularmente nas regiões semiáridas como o Nordeste brasileiro, onde a má distribuição pluviométrica e a alta evapotranspiração restringem a produtividade. A irrigação aparece como medida fundamental para assegurar a produção, sobretudo de culturas sensíveis ao déficit hídrico como as frutíferas perenes. Neste contexto, o umbuzeiro (Spondias tuberosa), adaptado e nativo de ambientes semiáridos, mostra-se promissor devido à sua forma adaptativa a ambientes secos e com escassez de água e importância socioeconômica. Neste estudo realizado no município de Nossa Senhora da Glória, na fazenda experimental da Embrapa Semiárido, o objetivo geral foi avaliar a tolerância de acessos de Spondias à salinidade da água durante a produção de mudas por estaquia. Foram comparados o crescimento morfológico e fisiológico das plantas sob dois níveis de salinidade (0,14 e 6,0 dS m−1) em três genótipos, em delineamento de blocos casualizados totalizando 24 parcelas. No experimento as variáveis avaliadas nas plantas foram diâmetro do caule, comprimento da haste principal, e taxas de crescimento absoluto, relativo e análise estatística. A análise de variância verificou-se que houve efeito entre os acessos, mas não houve efeito significativo com a salinidade da água nem com o diâmetro do caule do broto e nem com o comprimento da haste principal. Em contrapartida, verificou-se efeito significativo do fator acesso para o diâmetro do caule do broto e para as taxas de crescimento radial, evidenciando variabilidade entre os materiais avaliados, com melhor desempenho dos acessos G1 e G3 em relação ao acesso G2. As variáveis associadas ao crescimento em comprimento apresentaram comportamento mais conservativo e menor capacidade discriminatória entre os acessos. Conclui-se que, nas condições experimentais e no período avaliado, a salinidade da água de irrigação não comprometeu o crescimento inicial das mudas de Spondias, enquanto o crescimento radial do caule se destacou como o principal indicador para a diferenciação precoce entre acessos. Os resultados fornecem subsídios iniciais para o uso de água salina na fase de formação de mudas, ressaltando a necessidade de estudos complementares com maior tempo de exposição e inclusão de avaliações fisiológicas para consolidar critérios de seleção e manejo da salinidade.
Abstract: Water availability is fundamental to agriculture, particularly in semi-arid regions like the Brazilian Northeast, where poor rainfall distribution and high evapotranspiration restrict productivity. Irrigation appears as a fundamental measure to ensure production, especially of crops sensitive to water deficit, such as perennial fruit trees. In this context, the umbu tree (Spondias tuberosa), adapted and native to semi-arid environments, shows promise due to its adaptive form to dry environments with water scarcity and its socioeconomic importance. In this study carried out in the municipality of Nossa Senhora da Glória, at the Embrapa Semiárido experimental farm, the general objective was to evaluate the tolerance of Spondias accessions to water salinity during seedling production by cuttings. The morphological and physiological growth of the plants under two salinity levels (0.14 and 6.0 dS m−1) were compared in three genotypes, in a randomized block design totaling 24 plots. In the experiment, the variables evaluated in the plants were stem diameter, main stem length, and absolute and relative growth rates, as well as statistical analysis. Analysis of variance showed an effect between accessions, but no significant effect with water salinity, nor with the diameter of the shoot stem, nor with the length of the main stem. Conversely, a significant effect of the accession factor was observed for the diameter of the shoot stem and for radial growth rates, highlighting variability among the evaluated materials, with accessions G1 and G3 performing better than accession G2. The variables associated with length growth showed more conservative behavior and less discriminatory capacity between accessions. It is concluded that, under the experimental conditions and during the evaluated period, irrigation water salinity did not compromise the initial growth of Spondias seedlings, while radial stem growth stood out as the main indicator for early differentiation between accessions. The results provide initial support for the use of saline water in the seedling formation phase, highlighting the need for complementary studies with longer exposure times and the inclusion of physiological assessments to consolidate criteria for salinity selection and management.
Palavras-chave: Engenharia Agronômica
Spondias tuberosa
Irrigação
Frutíferas nativas
Propagação vegetativa
Estresse salino
área CNPQ: CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Departamento: NEAS - Núcleo de Graduação de Agronomia - Engenharia Agronômica – Nossa Senhora da Glória - Presencial
Citação: FARIAS FILHO, João Luiz. Tolerância à salinidade de acessos de umbuzeiro na formação de mudas. 2026. 32 f. Monografia (Bacharelado em Engenharia Agronômica) - Universidade Federal de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, 2026.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25966
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