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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26143| Tipo de Documento: | Dissertação |
| Título: | Entre a terra e a tela: práticas comunicacionais e disputas simbólicas no acampamento Emília Maria |
| Autor(es): | Silva, Felipe Farias da |
| Data do documento: | 13-Ago-2026 |
| Orientador: | Correia, Luiz Gustavo Pereira de Souza |
| Resumo: | A luta pela terra no Brasil ultrapassa a disputa pelo acesso ao território físico e estende-se à produção de narrativas, à construção de legitimidade e às disputas simbólicas em torno dos movimentos sociais. Inserida nesse contexto, esta dissertação teve como objetivo geral: compreender como as práticas comunicacionais desenvolvidas no Acampamento Emília Maria, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), participam da produção do território, da construção de identidades coletivas e das disputas simbólicas em torno da luta pela terra no contexto contemporâneo. Fundamentada na Antropologia Social, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa de inspiração etnográfica, desenvolvida entre 2023 e 2025, articulando observação participante, entrevistas semiestruturadas, diário de campo, análise documental, fotoetnografia e etnografia digital. O estudo acompanhou tanto as experiências presenciais vivenciadas pelas famílias do acampamento quanto suas práticas comunicacionais em ambientes digitais, especialmente no Instagram, compreendido como espaço de autorrepresentação, produção de memória, construção de visibilidade pública e disputa de significados. Os resultados demonstram que a comunicação constitui uma dimensão estruturante da organização coletiva, articulando práticas realizadas nos contextos presencial e digital. As narrativas produzidas pelos próprios sujeitos fortalecem vínculos de pertencimento, preservam memórias da luta, ampliam redes de solidariedade e confrontam representações historicamente associadas à criminalização do MST. Conclui-se que as práticas comunicacionais desenvolvidas no Acampamento Emília Maria extrapolam a função instrumental das tecnologias digitais, constituindo formas de produção de território, reconhecimento e legitimidade social. Entre a terra e a tela, a comunicação revela-se uma prática política que integra a própria experiência da luta pela reforma agrária e evidencia que a disputa pelo território é também uma disputa pelo direito de produzir sentidos sobre sua existência coletiva. |
| Abstract: | La lucha por la tierra en Brasil trasciende la disputa por el acceso al territorio físico y se extiende a la producción de narrativas, la construcción de legitimidad y las disputas simbólicas en torno a los movimientos sociales. En este contexto, esta disertación tiene como objetivo comprender cómo las prácticas comunicacionales desarrolladas en el Campamento Emília Maria, vinculado al Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST), participan en la producción del territorio, la construcción de identidades colectivas y las disputas simbólicas en torno a la lucha por la tierra en el contexto contemporáneo. Fundamentada en la Antropología Social, la investigación adopta un enfoque cualitativo de inspiración etnográfica, desarrollado entre 2023 y 2025, articulando observación participante, entrevistas semiestructuradas, diario de campo, análisis documental, fotoetnografía y etnografía digital. El estudio acompañó tanto las experiencias presenciales vividas por las familias del campamento como sus prácticas comunicacionales en entornos digitales, especialmente en Instagram, entendido como un espacio de autorrepresentación, producción de memoria, construcción de visibilidad pública y disputa de significados. Los resultados demuestran que la comunicación constituye una dimensión estructurante de la organización colectiva, articulando prácticas desarrolladas en los contextos presencial y digital. Las narrativas producidas por los propios sujetos fortalecen los vínculos de pertenencia, preservan las memorias de la lucha, amplían las redes de solidaridad y confrontan representaciones históricamente asociadas a la criminalización del MST. Se concluye que las prácticas comunicacionales desarrolladas en el Campamento Emília Maria trascienden la función instrumental de las tecnologías digitales y constituyen formas de producción del territorio, reconocimiento y legitimidad social. Entre la tierra y la pantalla, la comunicación se revela como una práctica política que integra la propia experiencia de la lucha por la reforma agraria y pone de manifiesto que la disputa por el territorio es también una disputa por el derecho a producir significados sobre su propia existencia colectiva. |
| Palavras-chave: | Antropologia Antropologia Social Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) São Cristóvão (SE) Comunicação Etnografia Instagram (Rede social on-line) Território Etnografia digital Movimiento de los trabajadores rurales sin tierra Comunicación Etnografía digital |
| área CNPQ: | CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA |
| Agência de fomento: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES |
| Idioma: | por |
| Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Programa de Pós-graduação: | Pós-Graduação em Antropologia |
| Citação: | SILVA, Felipe Farias da. Entre a terra e a tela: práticas comunicacionais e disputas simbólicas no acampamento Emília Maria. 2026. 248 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26143 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Antropologia |
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