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Tipo de Documento: Tese
Título: Entre vida e morte da disciplina de História: onde está o/a professor/a de História no Ensino Médio?
Autor(es): Silva, Guilherme Henrique da
Data do documento: 10-Jul-2026
Orientador: Lucini, Marizete
Resumo: Entre vida e morte da disciplina de História, onde está o/a professor/a de História no Novo Ensino Médio? Esta é a pergunta que faz esta tese nascer e que mobiliza toda a arquitetura desta investigação. O objetivo central é compreender a localização existencial, política e pedagógica do docente de História diante do cenário de interdição imposto pela Lei n. 13.415/2017, que reestruturou o Ensino Médio brasileiro até o ano 2024. Esta pesquisa é tributária de inquietações gestadas no mestrado (2020-2022), período em que, através de uma experiência docente em escola de Educação Básica, se evidenciou a persistência de uma narrativa histórica única – eurocêntrica, branca e patriarcal – que opera pelo silenciamento de memórias dissidentes no Ensino de História. Em 2017, com a ascensão de uma reforma de viés tecnicista e neoliberal, a disciplina de História viu-se imersa em uma nova tormenta, assemelhada ao processo de conversão em "estudos sociais" ocorrido na ditadura civil-militar. Metodologicamente, a investigação ancora-se na pesquisa narrativa, fundamentada na perspectiva benjaminiana de que a narrativa é a escritura da experiência e o compartilhamento de saberes que resistem ao tempo. A geração de dados deu-se por meio de análise documental, revisão bibliográfica e, fundamentalmente, pela realização de diálogos com nove colaboradores/as das redes estaduais de ensino de Alagoas, Bahia e Sergipe. A postura teórico-prática é guiada pela decolonialidade, compreendendo, sob as lentes de Catherine Walsh, que o enfrentamento aos padrões de poder exige a ativação de "pedagogias de luta" e estratégias de transgressão que subvertam a lógica dominante de Abya Yala. Os resultados da investigação constroem a evidência de que o/a professor/a de História não ocupa uma posição de passividade ou silenciamento absoluto; ao contrário, situa-se no cerne de uma presença em disputa. A resposta à pergunta central desta tese reside na identificação de uma resistência epistemológica que se manifesta nas fendas e dobras do cotidiano escolar. O trabalho alcança as considerações finais, intituladas "Fiar o tempo, tecer a memória: os/as professores/as como agentes de resistência epistemológica", demonstrando que, contra a tentativa de morte da disciplina, o docente reexiste através da infidelidade normativa. O professor de História está, portanto, no exercício de um artesanato pedagógico que subverte o relógio institucional para salvar a consciência histórica, transformando a peleja individual em um movimento coletivo de defesa da democracia e da pluralidade de memórias. A tese conclui-se com o registro do lastro humano desses nove diálogos, reafirmando a docência como um sopro de reexistência que a reforma não logrou apagar.
Palavras-chave: Educação
Ensino de história
Ensino médio
Professores de história
Educação e Estado
Professoralidade
Novo Ensino Médio
Políticas educacionais
área CNPQ: CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Agência de fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Educação
Citação: SILVA, Guilherme Henrique da. Entre vida e morte da disciplina de História: onde está o/a professor/a de História no Ensino Médio?. 2026. 338 f. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26144
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