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Document Type: Dissertação
Title: Índice álgico e qualidade de vida em pacientes com distúrbio osteometabólico submetidos a terapia renal substitutiva
Other Titles: Pain index and quality of life in patients with osteometabolic disorder submitted to renal replacement therapy
Authors: Prado, Lindaura da Silva
Issue Date: 26-Apr-2018
Advisor: Guimarães, Adriana Gibara
Co-advisor: Gois Júnior, Miburge Bolivar
Resumo : A insuficiência renal é caracterizada pela perda da função dos rins. Ao longo da evolução da doença grande parte dos pacientes desenvolvem o distúrbio mineral e ósseo da doença renal crônica (DMO-DRC). A identificação precoce das manifestações clínicas permite que sejam realizadas condutas para minimizar dores ósseas e melhorar a capacidade funcional trazendo para os pacientes acometidos por essa patologia uma melhor qualidade de vida. Por esta razão, este trabalho buscou avaliar índice álgico em pacientes com distúrbio osteometabólico da doença renal crônica, submetidos à hemodiálise, e seu impacto sobre a qualidade de vida. Foi realizado um estudo epidemiológico observacional analítico do tipo transversal com uma amostra de 195 pacientes submetidos à hemodiálise. Foram avaliados parâmetros bioquímicos associados ao metabolismo ósseo, como: Cálcio, fósforo, PTH, fosfatase alcalina, calcitriol e alumínio. A qualificação e quantificação da dor foi mensurada através da aplicação dos questionários: Inventário Breve da dor (IBD) e McGill, respectivamente. A avaliação da qualidade de vida dos pacientes foi realizada através da utilização do Questionário de qualidade de vida em doença renal (KDQOL-SF). Esse estudo foi aprovado pelo CEP/UFS com o número de CAAE: 60158216.6.0000.5546. Do total de pacientes 37,44% apresentaram valores alterados para o cálcio. Quanto ao fósforo, aproximadamente 50% dos pacientes apresentaram alterações abaixo ou acima dos valores de referência. Do total, 17,44% dos voluntários apresentaram o produto dos níveis de cálcio e fósforo ≥ 55 mg/dL. Tratando-se do PTH, 74,87% dos pacientes apresentaram valores superiores ou inferiores ao intervalo de referência. Avaliando o calcitriol e a fosfatase alcalina, observou-se que 34,36% e 45,65% dos pacientes apresentaram níveis séricos fora dos níveis de referência, respectivamente. A partir destes dados, 104 (53,33%) pacientes foram classificados como portadores do DMO. Os pacientes negros apresentaram maior risco (RR=1,36) de desenvolver o distúrbio. Além disso, um maior tempo de tratamento também mostrou relação com o desenvolvimento do DMO. Verificou-se ainda a alta prevalência de pacientes com DMO, com destaque para DMO de alta remodelação. Através do emprego do IBD foi possível observar que 66 pacientes (33,85%) haviam sentido dor nas últimas 24 horas, com escore médio de dor de 4,59 ± 2,33. Os pacientes queapresentaram dor musculoesquelética estavam com níveis de fosfatase alcalina elevada. Em geral, estas condições álgicas impactaram na atividade geral, humor, habilidade de caminhar e no sono. Através do questionário de McGill verificou-se que 109 pacientes (55,90%) relataramsentir dor, dos quais 38 (19,49%) reportaram dor no momento da entrevista, variando de fraca a insuportável. As dimensões sensorial e afetivo apresentaram maior índice de classificação da dor. O escore médio total de qualidade de vida dos pacientes com DRC foi de 64,72%, sendo um índice intermediário de qualidade de vida. Apenas a dimensão status de trabalho apresentou elevado impacto sobre a qualidade de vida dos pacientes submetidos a hemodiálise. Avaliando a dimensão dor, pode-se observar que os pacientes com DMO presente apresentam menor qualidade de vida. Através deste estudo foi possível verificar que mais da metade dos pacientes em hemodiálise relataram sentir dor, variando de fraca a insuportável, com maior prevalência para dores fracas e moderadas, com destaque para as dimensões sensoriais e afetivas. Além disso, embora os pacientes tenham apresentado escore médio total de qualidade de vida intermediário, a dor apresenta impacto significativo sobre a qualidade de vida dos portadores de DMO, indicando que este distúrbio agrava a condição clínica do paciente.
Abstract: Renal failure is characterized by loss of kidney function. During the course of the disease, mostpatients develop the mineral and bone disorder of chronic kidney disease (CKD-BMD). The early identification of the clinical manifestations allows conducts to be performed to minimize bone pain and improve the functional capacity, bringing to patients affected by this pathology a better quality of life. For this reason, this study aimed to evaluate pain index in patients with osteometabolic disorder of chronic kidney disease, submitted to hemodialysis, and its impact on the quality of life. An observational, epidemiological cross-sectional epidemiological study was conducted with a sample of 195 patients submitted to hemodialysis. Biochemical parameters associated to bone metabolism were evaluated, such as: Calcium, phosphorus, PTH, alkaline phosphatase, calcitriol and aluminum. The qualification and quantification of pain was measured using the questionnaires: Brief Pain Inventory (IBD) and McGill, respectively. The evaluation of patients' quality of life was performed using the Quality of Life Questionnaire in Renal Disease (KDQOL-SF). This study was approved by CEP / UFS under the number of CAAE: 60158216.6.0000.5546. Of the total number of patients, 37.44% presented altered values for calcium. Concerning phosphorus, approximately 50% of the patients presented alterations below or above the reference values. Of the total, 17.44% of the volunteers presented the product of calcium and phosphorus levels ≥ 55 mg / dL. As for PTH, 74.87% of the patients presented values above or below the reference range. Evaluating calcitriol and alkaline phosphatase, it was observed that 34.36% and 45.65% of the patients presented serum levels outside the reference levels, respectively. From these data, 104 (53.33%) patients were classified as having BMD. Black patients had a higher risk (RR = 1.36) for developing the disorder. In addition, longer treatment times also showed a relationship with the development of BMD. It was also verified the high prevalence of patients with BMD, especially BMD with high remodeling. Through the use of IBD, it was possible to observe that 66 patients (33.85%) had experienced pain in the last 24 hours, with a mean pain score of 4.59 ± 2.33. Patients with musculoskeletal pain had high levels of alkaline phosphatase. In general, these pain conditions impacted on general activity, mood, walking ability and sleep. Through the McGill questionnaire, 109 patients (55.90%) reported experiencing pain, of which 38 (19.49%) reported pain at the time of interview, ranging from weak to unbearable. The sensorial and affective dimensions had a higher index of pain classification. The mean total quality of life score of patients with CKD was 64.72%, being an intermediate quality of life index. Only the status of work had a high impact on the quality of life of patients submitted to hemodialysis. Evaluating the pain dimension, it can be observed that patients with present BMD present lower quality of life. Through this study it was possible to verify that more than half of the patients on hemodialysis reported pain, varying from weak to unbearable, with a higher prevalence for mild and moderate pain, with emphasis on sensory and affective dimensions. In addition, although patients presented a mean total quality of life intermediate score, pain has a significant impact on the quality of life of BMD patients indicating that this disorder aggravates the patient's clinical condition.
Keywords: Insuficiência renal crônica
Qualidade de vida
Ossos
Doenças
Hemodiálise
Doença renal crônica
Distúrbio mineral e ósseo
Dor
Chronic renal disease
Bone and mineral disorder
Pain
Quality of life
Language: por
Institution: UFS
Program Affiliation: Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde
Citation: PRADO, Lindaura da Silva. Índice álgico e qualidade de vida em pacientes com distúrbio osteometabólico submetidos a terapia renal substitutiva. 2018. Dissertação (Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde) - Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2018.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/13784
Appears in Collections:Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde

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