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dc.contributor.authorRodrigues, Fernanda Gabrielle Costa-
dc.date.accessioned2022-03-23T19:58:34Z-
dc.date.available2022-03-23T19:58:34Z-
dc.date.issued2021-04-27-
dc.identifier.citationRODRIGUES, Fernanda Gabrielle Costa. Variação na regência de complementos locativos de verbos de movimento na fala de universitários da UFS. 2021. 137 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2021.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/15201-
dc.description.abstractSince Latin, the prepositions a, for and in vary in the introduction of locative complements of movement verbs of the type of going, coming, arriving and taking, as in “I returned to / at / to the university”. In Brazilian Portuguese, this phenomenon is associated with the speaker's schooling, the preposition for is the most productive, varying with em, and is in the process of being disused, but this process is slower in highly schooled contexts (MOLLICA, 1996; RIBEIRO, 1996; VALLO, 2003; WIEDEMER, 2008). The expansion of access to higher education in Brazil allowed contacts between students from different regions, which reverberated in the language. At the Federal University of Sergipe, as well as at other brazilian universities, students come from different regions of the state and the surrounding area, and this diversity is configured as a dialectal factor that can interfere in the variation of the locative complement of movement verbs.We assume the perspective of the Theory of Variation and Linguistic Change (WEIREINCH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]; LABOV, 2008 [1972], 1978, 1994) with the objective of investigating how the cultured norm of the 21st century is configured in what it says respect to the conducting of locative complements of movement verbs to answer the following question: Is there a dialectal interference in the speech of university students at UFS regarding the conducting of movement verbs? The corpus we analyzed constitutes the sample Displacements (2019/2020), composed of speeches collected from students at the Federal University of Sergipe that compose the Falares Sergipanos database (FREITAG, 2013). We control the effects of displacement, time in the course and sex (social variables) and space configuration, definitude, determination, permanence trait, narrative of speech, verb and intervening material (linguistic variables), through association tests and analysis of conditional inferences tree, applied technique to identify similar patterns of linguistic behavior (FREITAG, PINHEIRO, 2020; FREITAG, et al. 2021). 1041 contexts of locative complement of movement verbs were identified, of which 71% are governed by the preposition for, 24% by the preposition in and 5% by the preposition a. The effects of linguistic variables follow the patterns identified in previous studies (MOLLICA, 1996; RIBEIRO, 1996; VALLO (2003); WIEDEMER (2008); VIEIRA (2009); ASSIS (2011) reinforcing the ongoing change character of the phenomenon. The analysis of the conditional tree shows evidence of the categorization of prepositions for and in different functional domains, constituting itself as a disambiguation strategy to indicate the greater or lesser permanence in locatives in which it is not possible to infer, pragmatically, the delay time. As for the dialectal effects, controlled by the displacement of the speakers, students from the interior, who come to the university and return to their homes daily, make greater use of the preposition in, with 26%. Sergipe capital to study have 22% of this use; students from the capital sergipana have 20% of the preposition in. From the external community to Sergipe, students from Alagoas they show linguistic behavior similar to the pattern of the capital of Sergipe, 19% use of in, while Bahian students show divergent behavior, 35% use of in, suggesting an effect of dialectal areas for dynamizing change.eng
dc.languageporpt_BR
dc.subjectVerbos de movimentopor
dc.subjectRegênciapor
dc.subjectPreposiçãopor
dc.subjectDeslocamentospor
dc.subjectContatospor
dc.subjectVerbs of movementeng
dc.subjectRegencyeng
dc.subjectPrepositioneng
dc.subjectDisplacementseng
dc.subjectContactseng
dc.titleVariação na regência de complementos locativos de verbos de movimento na fala de universitários da UFSpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Freitag, Raquel Meister Ko.-
dc.description.resumoDesde o Latim, as preposições a, para e em variam na introdução dos complementos locativos de verbos de movimento do tipo de ir, vir, chegar e levar, como em “voltei à/na/para a universidade”. No português brasileiro, esse fenômeno é associado à escolarização do falante, a preposição para é a mais produtiva, variando com em, e a está em processo de desuso, mas esse processo é mais lento em contextos muito escolarizados (MOLLICA, 1996; RIBEIRO, 1996; VALLO, 2003; WIEDEMER, 2008). A ampliação do acesso ao ensino superior no Brasil permitiu contatos entre estudantes de diferentes regiões, que reverberam na língua. Na Universidade Federal de Sergipe, assim como em outras universidades brasileiras, os estudantes são provenientes de diferentes regiões do estado e da circunvizinhança, e essa diversidade configurase como um fator dialetal que pode interferir na variação da regência de complementos locativos de verbos de movimento. Assumimos a perspectiva da Teoria da Variação e Mudança Linguística (WEIREINCH; LABOV; HERZOG, 2006[1968]; LABOV, 2008[1972], 1978, 1994) com o objetivo de investigar como se configura a norma culta do século XXI no que diz respeito à regência de complementos locativos de verbos de movimento para responder à seguinte pergunta: Há interferência dialetal na fala de estudantes universitários da UFS no quese refere à regência de verbos de movimento? O corpus que analisamos constitui a amostra Deslocamentos (2019/2020), composto por falas coletadas com estudantes da Universidade Federal de Sergipe que compõem o banco de dados Falares Sergipanos (FREITAG, 2013). Controlamos os efeitos do deslocamento, tempo no curso e sexo (variáveis sociais) e de configuração do espaço, definitude, determinação, traço de permanência, narratividade do discurso, verbo e material interveniente (variáveis linguísticas), por meio de testes de associação e por análise de árvore de inferências condicionais, técnica aplicada para identificar padrões de comportamento linguístico semelhantes (FREITAG, PINHEIRO, 2020; FREITAG, et al. 2021). Foram identificados 1041contextos de complementos locativos de verbos de movimento, dos quais 71% são regidos pela preposição para, 24% pela preposição em e 5% pela preposição a. Os efeitos das variáveis linguísticas seguem os padrões identificados nos estudos anteriores (MOLLICA, 1996; RIBEIRO, 1996; VALLO (2003); WIEDEMER (2008); VIEIRA (2009); ASSIS (2011) reforçando o caráter de mudança em curso do fenômeno. A análise da árvore condicional apresenta evidências da categorização das preposições para e em em domínios funcionais diferentes, constituindo-se como como estratégia de desambiguização para indicar a maior ou menor permanência em locativos em que não é possível inferir, pragmaticamente, o tempo de demora. Quanto aos efeitos dialetais, controlados por meio do deslocamento dos falantes, estudantes do interior, quevêm para a universidade e voltam para suas casas diariamente, fazem maior uso da preposição em, com 26%. Já os estudantes que vieram do interior para morar na capital sergipana para estudar apresentam 22% desse uso; estudantes da capital sergipana apresentam 20% de ocorrência da preposição em. Da comunidade externa à Sergipe, estudantes alagoanos apresentam comportamento linguístico similar ao padrão da capital sergipana, 19% de usode em, enquanto estudantes baianos apresentam um comportamento divergente, 35% de usode em, sugerindo um efeito de áreas dialetais para a dinamização da mudança.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Letraspt_BR
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASpt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipept_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
Appears in Collections:Mestrado em Letras

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