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dc.contributor.authorSouto, Olivia Irine Reis-
dc.date.accessioned2026-01-20T17:15:30Z-
dc.date.available2026-01-20T17:15:30Z-
dc.date.issued2025-06-26-
dc.identifier.citationSOUTO, Olivia Irine Reis. Trabalho na agroindústria canavieira: bases históricas e estruturais da superexploração da classe trabalhadora em Capela/SE. 2025. 135 f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24314-
dc.description.abstractThe main objective of this study was to analyze the historical and structural bases of labor superexploitation in the sugarcane agroindustry, examining the arrangements of labor reorganization/restructuring in contemporary times in the municipality of Capela, Sergipe, Brazil. Throughout the research, the expansion and development of Brazilian dependent capitalism were considered, which flourished subordinated to the expanded reproduction of global capital. Socio-historical and economic inequalities were examined to understand the particularities of labor in the sugarcane agroindustrial complex. The reorganization of field labor led to the intensification of productivity in manual cutting and a reduction in the number of employees with the introduction of harvesters. Historically, Capela has sugar and ethanol production as its main economic pillar. The municipality is characterized by large estates (latifundia), resulting in sugarcane monoculture, which generates significant inequalities and impacts for all its citizens. The investigative process adopted a materialist and historical-dialectical methodological approach to understand the contradictions present in sugarcane production, based on the capitallabor relationship and from the analytical perspective of political economy critique, grasping the structure and dynamics of the object beyond the pseudo-concreteness of the real world (Kosík, 1961). The study is of a quali-quantitative nature, bibliographic and documental, which allowed the use of multiple sources, enabling data collection from the Ministry of Labor and Employment, the Annual Social Information Report (RAIS), and the General Register of Employed and Unemployed (CAGED), using the Brazilian Classification of Occupations (CBO). The results reveal intense social, racial, and gender inequalities, as well as those stemming from land concentration today—a model conducive to the predominance of monoculture. These conditions directly influence the organization of labor in Capela’s sugarcane sector. Workers in sugarcane cultivation are predominantly male, representing over 90% of the total, and exhibit low educational attainment, with approximately 64% not having completed the fifth grade of elementary school. Furthermore, 93% self-identified as Black (80% Black and 13% mixed-race). Sugarcane cutters earn, on average, about 50% less than workers in mechanized harvesting.eng
dc.description.sponsorshipFundação de Apoio a Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe - FAPITEC/SEpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.subjectServiço socialpor
dc.subjectTrabalhopor
dc.subjectAgroindústria canavieirapor
dc.subjectTrabalhadores - Exploraçãopor
dc.subjectCapela/SEpor
dc.subjectForça de trabalhopor
dc.subjectCapitalismopor
dc.subjectSuperexploração do trabalhopor
dc.subjectCapitalismeng
dc.subjectLaboreng
dc.subjectSugarcane agroindustryeng
dc.subjectOverexploitation of Laboreng
dc.subjectMunicipality of Capelaeng
dc.titleTrabalho na agroindústria canavieira: bases históricas e estruturais da superexploração da classe trabalhadora em Capela/SEpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Silva, Nelmires Ferreira da-
dc.description.resumoO objetivo geral deste estudo foi analisar as bases históricas e estruturais da superexploração do trabalho na agroindústria canavieira, examinando os arranjos do modelo de reorganização/reestruturação do trabalho na contemporaneidade, no município de Capela, Sergipe – Brasil. Ao longo da construção da pesquisa, considerou-se a expansão e o desenvolvimento do capitalismo dependente brasileiro, que floresceu subordinado à reprodução ampliada do capital mundial. Procedeu-se ao resgate das desigualdades sócio-históricas e econômicas, na tentativa de apreender as particularidades do labor no complexo agroindustrial canavieiro. A reorganização do trabalho no campo desencadeou a intensificação da produtividade no corte manual e a diminuição do número de empregados/as com a introdução de colheitadeiras. Capela, historicamente, tem a produção de açúcar e álcool como principal pilar econômico. Trata-se de um município marcado pelo latifúndio, que desemboca na monocultura da cana, a qual produz grandes desigualdades e impactos para todos/as os/as cidadãos/ãs. O processo investigativo adotou a abordagem do método materialista e históricodialético para compreender as contradições presentes no espaço da produção canavieira, a partir da relação entre capital x trabalho, sob a perspectiva analítica da crítica da economia política, apreendendo a estrutura e o movimento do objeto para além da pseudoconcretude do mundo real (Kosik, 1961). Trata-se de uma investigação de natureza quali-quantitativa, do tipo bibliográfica e documental, que possibilitou a utilização de diferentes fontes, permitindo o levantamento de dados por meio de sítios do Ministério do Trabalho e Emprego, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), utilizando-se a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Os resultados apontam as intensas desigualdades sociais, raciais e de gênero, bem como aquelas decorrentes da concentração fundiária na atualidade — um modelo ideal para a predominância da monocultura. Essas marcas influenciam diretamente a organização do trabalho no setor canavieiro capelense. Os/as trabalhadores/as ligados/as à cultura da cana-de-açúcar são majoritariamente homens, representando mais de 90% do total. Também apresentam baixa escolaridade: cerca de 64% deles não concluíram o quinto ano do ensino fundamental. Além disso, 93% se autodeclararam negros (80% pretos e 13% pardos). Os/As cortadores/as de cana recebem, em média, cerca de 50% a menos do que os/as trabalhadores/as da colheita mecanizada.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Serviço Socialpt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::SERVICO SOCIALpt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
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