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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24339| Tipo de Documento: | Dissertação |
| Título: | Dispositivo de racialidade, processos de subjetivação e (anti)negritude: generificação, epistemicídio, interdição,silenciamento e violência como processos educacionais da raça |
| Autor(es): | Santos, Wheber Mendes dos |
| Data do documento: | 21-Jul-2025 |
| Orientador: | Rosa, Acassia dos Anjos Santos |
| Resumo: | A presente pesquisa tem como principal intuito esquadrinhar os processos de educação de corpos enegrecidos (que se tornaram negros) através do que Sueli Carneiro (2023) chama de dispositivo de racialidade. Entendemos que o dispositivo da racialidade é fundado pelo contrato racial (Charles Mills, 2023) que estabelece um pacto que eleva a branquitude (Cida Bento, 2022) a um sistema de dominação social, econômica e cultural que funda o biopoder brasileiro. Esse dispositivo emerge com a necessidade da mobilização da raça com uma categorização política durante a invenção do que chamamos hoje de Brasil, com os laboratórios de construção da nação brasileira, no século XIX. Para essa construção, foi necessário articular um conjunto de intervenções sociais, econômicas, culturais e políticas, como a invenção de um passado em comum, uma língua oficial, políticas de higiene, políticas de esquecimento e políticas educacionais. Essas intervenções são baseadas em uma tentativa biopolítica de limpar o “atraso do desenvolvimento” capitalista brasileiro: a presença de africanos e seus descendentes nesse Brasil vir-a-ser e o processo velado de racialização/racismo no Brasil, através do mito da democracia racial. Dessa forma, cabia-se não a exclusão do negro, mas a sua morte, civilização e educação para o seu branqueamento para compor a branca nação brasileira. Processos estes que são permanências em nosso cotidiano e açoitam, até a matança, nossos corpos negros diariamente. Enquanto aposta metodológica, recorremos a pesquisa com cotidiano centrada no sujeito (Grada Kilomba, 2019; Certeau; 2011) como uma aposta de mapear a produção de subjetividades de corpos negros. Partindo da posição do impensável, buscamos produzir uma política de pesquisa negra radical através do diálogo entre a fabulação crítica e das escrevivências como registros do cotidiano apreendido. Dessa maneira, enegrecer-se é um processo político de resistência. Tornar-se negro é uma performance de resistir em ruínas. Por conseguinte, buscamos nas táticas-ruínas da (re)existência de corpos enegrecidos, apostar politicamente no acompanhamento da produção de subjetividades. Acompanhar no nosso cotidiano, fazendoaprendendo através do sangue fresco que mina nas feridas de balas achadas disparadas por um cistema branco. Um cistema branco que nos escravializa. Acompanhamos o nosso cotidiano e escrevemos juntos, nossas histórias, escrevivências. Criamos nosso arquivo de resistência. Nos (re)contamos. Nos tornamos autoridades das nossas próprias histórias. Sejam elas as minhas histórias, ou as de Nátaly, Francisco ou Genivaldo, histórias xeretadas, esquadrinhadas a partir de um cotidiano que arde processos educativos construídos por meio de mecanismos de epistemicídio, generificação, interdição, violência, trauma e performance racial, os quais perpassam a produção de subjetividades em corpos enegrecidos. Entendemos, a partir dessa investigação que a produção das subjetividades negras estão interligadas ao processos educacionais do dispositivo de racialidade, sendo este o ponto principal de construção do negro brasileiro na posição de escravializado, tendo seu cotidiano marcado por ações disciplinares. |
| Abstract: | La presente investigación tiene como principal objetivo examinar los procesos de educación de cuerpos ennegrecidos (que se tornaron negros) a través de lo que Sueli Carneiro (2023) llama dispositivo de racialidad. Entendemos que el dispositivo de racialidad está fundado en el contrato racial (Charles Mills, 2023), el cual establece un pacto que eleva la blanquitud (Cida Bento, 2022) a un sistema de dominación social, económica y cultural que constituye el biopoder brasileño. Este dispositivo surge con la necesidad de movilizar la raza como una categoría política durante la invención de lo que hoy llamamos Brasil, en los laboratorios de construcción de la nación brasileña en el siglo XIX. Para esta construcción, fue necesario articular un conjunto de intervenciones sociales, económicas, culturales y políticas, como la invención de un pasado común, una lengua oficial, políticas de higiene, políticas del olvido y políticas educativas. Estas intervenciones se basan en un intento biopolítico de limpiar el “atraso del desarrollo” capitalista brasileño: la presencia de africanos y sus descendientes en ese Brasil por-venir, y el proceso velado de racialización/racismo en Brasil, a través del mito de la democracia racial. De este modo, no se trataba de excluir a la persona negra, sino de su muerte, civilización y educación para su blanqueamiento a fin de componer la nación blanca brasileña. Procesos que siguen vigentes en nuestro cotidiano y azotan, hasta la matanza, nuestros cuerpos negros diariamente. Como apuesta metodológica, recurrimos a la investigación con lo cotidiano centrada en el sujeto (Grada Kilomba, 2019; Certeau, 2011), como una apuesta por mapear la producción de subjetividades de cuerpos negros. Partiendo desde la posición de lo impensable, buscamos producir una política de investigación negra radical mediante el diálogo entre la fabulación crítica y las escrevivencias como registros del cotidiano aprehendido. De esta manera, ennegrecerse es un proceso político de resistencia. Tornarse negro es una performance de resistir entre ruinas. Por consiguiente, buscamos en las tácticas-ruinas de la (re)existencia de cuerpos ennegrecidos, apostar políticamente por el acompañamiento de la producción de subjetividades. Acompañar en nuestro cotidiano, haciendoaprendiendo a través de la sangre fresca que brota de las heridas de balas perdidas disparadas por un cistema blanco. Un cistema blanco que nos esclavializa. Acompañamos nuestro cotidiano y escribimos juntas, nuestras historias, escrevivencias. Creamos nuestro archivo de resistencia. Nos (re)contamos. Nos tornamos autoridades de nuestras propias historias. Sean estas mis historias, o las de Nátaly, Francisco o Genivaldo, historias hurgadas, examinadas a partir de un cotidiano que arde en procesos educativos construidos a partir de mecanismos de epistemicidio, generificación, interdicción, violencia, trauma y performance racial, los cuales atraviesan la producción de subjetividades en cuerpos ennegrecidos. Entendemos, a partir de esta investigación, que la producción de subjetividades negras está interconectada con los procesos educativos del dispositivo de racialidad, siendo este el punto principal de construcción de la persona negra brasileña en la posición de esclavializada, con su cotidiano marcado por acciones disciplinares |
| Palavras-chave: | Educação Negros - Educação Negros - Identidade racial Biopolítica Subjetividade Dispositivo de racialidade Produção de subjetividade Biopolítica Escrevivência Artesania metodológica Dispositivo de racialidad Educación Producción de subjetividad |
| área CNPQ: | CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO |
| Agência de fomento: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES |
| Idioma: | por |
| Programa de Pós-graduação: | Pós-Graduação em Educação |
| Citação: | SANTOS, Wheber Mendes dos. Dispositivo de racialidade, processos de subjetivação e (anti)negritude: generificação, epistemicídio, interdição,silenciamento e violência como processos educacionais da raça. 2025. 160 f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24339 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Educação |
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