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Tipo de Documento: Tese
Título: Escrita de si na tessitura da formação docente: representações sociais de estudantes de Pedagogia da roça sobre violência contra a mulher
Autor(es): Santos, Viviane Brás dos
Data do documento: 28-Ago-2025
Orientador: Cruz, Maria Helena Santana
Resumo: Pesquisadores/as de distintas áreas do conhecimento, especialmente os/as estudiosos/as da educação, têm percebido, no Brasil e mais especificamente no Nordeste, a predominância de uma hierarquia educacional e cultural que subsidia os processos formativos dos/as professores/as e, consequentemente, suas práticas educativas nos espaços urbanos em detrimento e consequentemente nos espaços rurais. Questiona-se como estudantes de Pedagogia residentes no campo constroem representações sociais sobre a violência contra a mulher? O objetivo geral da pesquisa é desvendar e analisar as representações sociais que estudantes de Pedagogia residentes no campo constroem sobre a violência contra a mulher. Pressupõe-se que as concepções tradicionais colonizadoras influenciam na construção das representações sociais sobre a violência contra a mulher, na formação das identidades de gênero, etnia, diversidade e territorialidade. Particularmente, a formação das estudantes de Pedagogia da roça é perpassada por experiências no espaço familiar, acadêmico, principalmente nos espaços não escolares. A abordagem qualitativa crítica fundamenta-se na epistemologia feminista decolonial e interseccional, associada à teoria das representações sociais, para compreender as desigualdades e opressões sociais geradas pelos sistemas patriarcal, racista, classista e sexista, em que a violência doméstica é uma das expressões mais perversas no cotidiano das pessoas, particularmente das mulheres. A decisão da escrita em “colchas de retalhos” coaduna com o uso da tecelagem como conceito para estudos feministas por meio das escrevivências. Diversas fontes subsidiam análises dos dados: fontes bibliográficas utilizadas para embasamento e suporte teórico através de uma pesquisa do estado da arte dos últimos 5 anos. Foram priorizadas as fontes orais, mediante entrevistas narrativas com 06 mulheres sertanejas, estudantes de Pedagogia, pretas, pobres, residentes nos espaços campesinos do Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru – TIPNI, onde está localizado o Curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia-UNEB/ Campus Senhor do Bonfim. Elas vislumbram melhores condições de vida por meio do acesso ao Ensino Superior. Foi constatado que todas já sofreram mais de um tipo de violência de gênero e que provocou vários problemas pessoais que interferem diretamente no desenvolvimento acadêmico e profissional. Nesta direção, através da escrevivência, a minha voz de pesquisadora, juntamente com a voz das respondentes, ecoa como forma de denúncia, de mulheres da contemporaneidade, que são vítimas das violências de gênero e falta de políticas públicas no semiárido baiano.
Abstract: Researchers from various fields of knowledge, especially those studying education, have observed in Brazil, and more specifically in the Northeast, the predominance of an educational and cultural hierarchy that underpins the training processes of teachers and, consequently, their educational practices in urban areas, to the detriment of rural areas. The question arises: how do pedagogy students living in rural areas construct social representations of violence against women? The overall objective of this research is to uncover and analyze the social representations that pedagogy students living in rural areas construct about violence against women. It is assumed that traditional colonizing conceptions influence the construction of social representations of violence against women, and the formation of gender, ethnic, diversity, and territorial identities. Specifically, the training of rural Pedagogy students is permeated by experiences in the family, academic, and especially non-school settings. The critical qualitative approach is based on decolonial and intersectional feminist epistemology, associated with the theory of social representations, to understand the social inequalities and oppressions generated by patriarchal, racist, classist, and sexist systems, in which domestic violence is one of the most perverse expressions in people's daily lives, particularly women's. The decision to write in "patchwork quilts" aligns with the use of weaving as a concept for feminist studies through lived experiences. Several sources support the data analysis: bibliographic sources used for theoretical grounding and support through a state-of-the-art review of the last 5 years. Oral sources were prioritized, through narrative interviews with six women from the Sertão region, all Black, poor, and students of Pedagogy, residing in the rural areas of the Piemonte Norte do Itapicuru Identity Territory – TIPNI, where the Pedagogy Course of the State University of Bahia – UNEB/Senhor do Bonfim Campus is located. They envision better living conditions through access to higher education. It was found that all of them have suffered more than one type of gender-based violence, which has caused several personal problems that directly interfere with their academic and professional development. In this direction, through writing about lived experience, my voice as a researcher, together with the voices of the respondents, echoes as a form of denunciation, from contemporary women who are victims of gender-based violence and the lack of public policies in the semi-arid region of Bahia.
Investigadores de diferentes áreas del conocimiento, especialmente aquellos que estudian educación, han observado, en Brasil y más específicamente en el Nordeste, el predominio de una jerarquía educativa y cultural que sustenta los procesos de formación docente y, en consecuencia, sus prácticas educativas en espacios urbanos, en detrimento de los espacios rurales. Surge la pregunta: ¿cómo construyen las estudiantes de pedagogía residentes en zonas rurales las representaciones sociales de la violencia contra las mujeres? El objetivo general de esta investigación es descubrir y analizar las representaciones sociales que las estudiantes de pedagogía residentes en zonas rurales construyen sobre la violencia contra las mujeres. Se asume que las concepciones colonizadoras tradicionales influyen en la construcción de las representaciones sociales de la violencia contra las mujeres y en la formación de identidades de género, étnicas, de diversidad y territoriales. En particular, la formación de las estudiantes de pedagogía rural está permeada por experiencias en los entornos familiar, académico y, especialmente, extraescolar. El enfoque cualitativo crítico se fundamenta en la epistemología feminista decolonial e interseccional, asociada a la teoría de las representaciones sociales, para comprender las desigualdades y opresiones sociales generadas por sistemas patriarcales, racistas, clasistas y sexistas, en los que la violencia doméstica es una de las expresiones más perversas en la vida cotidiana, especialmente en la de las mujeres. La decisión de escribir en formato "patchwork" se alinea con el uso del tejido como concepto para los estudios feministas a través de experiencias vividas. Diversas fuentes respaldan el análisis de datos: fuentes bibliográficas utilizadas para la fundamentación teórica y el apoyo a través de una revisión del estado del arte de los últimos cinco años. Se priorizaron las fuentes orales mediante entrevistas narrativas con seis mujeres de la región del Sertão, estudiantes de Pedagogía, negras, en situación de pobreza, residentes en zonas rurales del Territorio de Identidad Piemonte Norte do Itapicuru (TIPNI), donde se ubica el Curso de Pedagogía de la Universidad Estatal de Bahía (UNEB/Campus Senhor do Bonfim). Anhelan mejores condiciones de vida mediante el acceso a la educación superior. Se constató que todas han sufrido más de un tipo de violencia de género, lo que les ha generado diversos problemas personales que interfieren directamente en su desarrollo académico y profesional. En este sentido, al escribir sobre sus experiencias vividas, mi voz como investigadora, junto con la de las entrevistadas, resuena como una forma de denuncia de las mujeres contemporáneas víctimas de violencia de género y de la falta de políticas públicas en la región semiárida de Bahía.
Palavras-chave: Educação
Estudos de gênero
Violência contra as mulheres
Representações sociais
Interseccionalidade
Condições rurais
Violência contra mulheres da roça
Gênero
Violence against rural women
Gender
Intersectionality
Social representations
Education
Violencia contra las mujeres rurales
Género
Interseccionalidad
Representaciones sociales
Educación
área CNPQ: CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Educação
Citação: SANTOS, Viviane Brás dos. Escrita de si na tessitura da formação docente: representações sociais de estudantes de Pedagogia da roça sobre violência contra a mulher. 2025. 146 f. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24470
Aparece nas coleções:Doutorado em Educação

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