Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25287
Tipo de Documento: Tese
Título: Efeitos agudos da ocitocina intranasal sobre respostas hormonais, neuromusculares e indicadores de recuperação em atletas do Powerlifting Paralímpico
Título(s) alternativo(s): Acute effects of intranasal oxytocin on hormonal and neuromuscular responses and indicators of recovery in Paralympic Powerlifting athletes
Autor(es): Mendonça, Tanise Pires
Data do documento: 23-Fev-2026
Orientador: Martins, Felipe José Aidar
Resumo: O neuropeptídeo ocitocina envolvido na regulação do estresse, no metabolismo energético e em respostas sociais, tem sido estudado como um potencial modulador fisiológico das respostas ao treino. O objetivo desse estudo foi investigar os efeitos agudos da administração intranasal de ocitocina sobre respostas hormonais, neuromusculares, bioquímicas e térmicas associadas ao desempenho e à recuperação após uma sessão de treinamento de força em atletas do Powerlifting Paralímpico. O estudo foi realizado em 3 semanas e adotou um delineamento intrasujeito, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo, com 11 paratletas. As sessões experimentais tiveram intervalo de uma semana entre elas. Antes da cada sessão de treino, os participantes autoadministraram o spray intranasal contendo o placebo ou a ocitocina (24 Ui), logo após foram iniciados os pré-testes de força dinâmica (45% de 1RM), coletas de sangue para dosagem dos hormônios (testosterona total e livre, cortisol) e do dano muscular (CK, LDH, AST e ALT) e de temperatura da pele nos principais músculos envolvidos no gesto motor da modalidade. Foi utilizado um protocolo de treino de 5 séries de 5 repetições com carga de 80% de 1RM, onde foi realizado o teste dinâmico de força. Imediatamente após o treino repetiram-se os testes, e nas 24h e 48h pós-treino também. Nas variáveis de força dinâmica, mediram-se a velocidade média propulsiva, velocidade máxima e potência. Os resultados mostraram que, na condição ocitocina, houve redução significativa do cortisol do pré para o pós-treino (9,52 ± 3,57 vs. 6,48 ± 2,07 µg/dL; p = 0,002) e recuperação após 24h (p = 0,039). No placebo, o cortisol também reduziu (p = 0,011), mas com padrão menos estável. Nas variáveis de força submáxima (45% de 1RM), a ocitocina preservou a potência pós-treino (613,73 W vs. 481,82 W; p = 0,024) e a VMax (1,38 m/s vs. 1,31 m/s; p = 0,040), demonstrando maior tolerância à fadiga. Sob carga máxima (80% de 1RM), a ocitocina apresentou desempenho superior na série 4 em VMax (0,73 m/s vs. 0,61 m/s; p = 0,030) e potência (564,55 W vs. 457,55 W; p = 0,030). Nos marcadores de dano muscular, observou-se redução mais rápida da LDH nas 24h e 48h pós-treino com ocitocina (356,64 ± 67,14 vs. 409,64 ± 86,52 U/L; p = 0,005 e 328,55 ± 60,58 vs. 393,82 ± 72,54 U/L; p = 0,001, respectivamente), além de menores elevações de CK. A termografia mostrou que o uso da ocitocina atenuou aumentos prolongados da temperatura cutânea, especialmente no tríceps braquial (31,20 ± 1,06°C vs. 32,52 ± 1,17°C; p = 0,003) e peitoral externo (32,50 ± 2,10°C vs. 33,42 ± 1,46°C; p = 0,017), sugerindo menor sobrecarga periférica. Nas condições analisadas, podemos concluir que a administração aguda de ocitocina intranasal pode atuar como modulador multifatorial das respostas ao treino, promovendo equilíbrio hormonal, preservação da força e potência, redução do dano muscular e melhora da recuperação térmica
Abstract: The neuropeptide oxytocin, involved in stress regulation, energy metabolism, and social responses, has been studied as a potential physiological modulator of training responses. The aim of this study was to investigate the acute effects of intranasal oxytocin administration on hormonal, neuromuscular, biochemical, and thermal responses associated with performance and recovery after a strength training session in Paralympic Powerlifting athletes. The study was conducted over 3 weeks and adopted a single-subject, double-blind, randomized, placebo-controlled design with 11 para-athletes. The experimental sessions were spaced one week apart. Before each training session, participants self-administered an intranasal spray containing either a placebo or oxytocin (24 IU). Immediately afterward, pre-tests of dynamic strength (45% of 1RM) were initiated, along with blood samples for hormone levels (total and free testosterone, cortisol), muscle damage (CK, LDH, AST, and ALT), and skin temperature measurements in the main muscles involved in the motor gesture of the sport. A training protocol of 5 sets of 5 repetitions with a load of 80% of 1RM was used, during which the dynamic strength test was performed. The tests were repeated immediately after training, and again at 24 and 48 hours post-training. The dynamic strength variables measured included average propulsive speed, maximum speed, and power. The results showed that, under oxytocin conditions, there was a significant reduction in cortisol from pre- to post-workout (9.52 ± 3.57 vs. 6.48 ± 2.07 µg/dL; p = 0.002) and recovery after 24h (p = 0.039). In the placebo group, cortisol also decreased (p = 0.011), but with a less stable pattern. In submaximal strength variables (45% of 1RM), oxytocin preserved post-workout power (613.73 W vs. 481.82 W; p = 0.024) and VMax (1.38 m/s vs. 1.31 m/s; p = 0.040), demonstrating greater fatigue tolerance. Under maximum load (80% of 1RM), oxytocin showed superior performance in series 4 in VMax (0.73 m/s vs. 0.61 m/s; p = 0.030) and power (564.55 W vs. 457.55 W; p = 0.030). In muscle damage markers, a faster reduction in LDH was observed at 24h and 48h post-training with oxytocin (356.64 ± 67.14 vs. 409.64 ± 86.52 U/L; p = 0.005 and 328.55 ± 60.58 vs. 393.82 ± 72.54 U/L; p = 0.001, respectively), in addition to smaller elevations in CK. Thermography showed that the use of oxytocin attenuated prolonged increases in skin temperature, especially in the triceps brachii (31.20 ± 1.06°C vs. 32.52 ± 1.17°C; p = 0.003) and external pectoralis major (32.50 ± 2.10°C vs. 33.42 ± 1.46°C; p = 0.017), suggesting less peripheral overload. Under the conditions analyzed, we can conclude that acute intranasal oxytocin administration may act as a multifactorial modulator of training responses, promoting hormonal balance, preservation of strength and power, reduction of muscle damage, and improvement of thermal recovery.
Palavras-chave: Ocitocina
Administração intranasal
Indicadores de desempenho
Atletas com deficiência
Exercícios físicos
Powerlifting Paralímpico
Recuperação
Oxytocin
Paralympic Powerlifting
Performance indicators
Recovery
área CNPQ: CIENCIAS BIOLOGICAS::FISIOLOGIA
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas
Citação: MENDONÇA, Tanise Pires. Efeitos agudos da ocitocina intranasal sobre respostas hormonais, neuromusculares e indicadores de recuperação em atletas do Powerlifting Paralímpico. 2026. 117 f. Tese (Doutorado em Ciências Fisiológicas) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.
Licença: Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25287
Aparece nas coleções:Doutorado em Ciências Fisiológicas

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
TANISE_PIRES_MENDONCA.pdf1,75 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.