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Tipo de Documento: Tese
Título: Efeitos da suplementação intranasal de ocitocina nos indicadores hemodinâmicos e autonômicos pós-exercício em atletas de powerlifting paralímpico
Título(s) alternativo(s): Effects of intranasal oxytocin supplementation on post-exercise hemodynamic and autonomic indicators in Paralympic powerlifting athletes
Autor(es): Santos, Lorrany da Rosa
Data do documento: 24-Fev-2026
Orientador: Martins, Felipe José Aidar
Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos da administração intranasal de 24 UI de ocitocina sobre indicadores hemodinâmicos e autonômicos no período pósexercício em atletas de powerlifting paralímpico. Foi adotado delineamento randomizado, cruzado e duplo-cego, com participação de 14 atletas do sexo masculino, os quais foram submetidos a duas condições experimentais distintas: ocitocina intranasal e placebo. O protocolo experimental consistiu na realização de uma sessão de treinamento de força no exercício supino reto, composta por cinco séries de cinco repetições a 80% de uma repetição máxima (1RM). Foram mensuradas pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), duplo produto (DP) e consumo miocárdico de oxigênio (MVO₂) nos momentos pré-intervenção, imediatamente após o exercício, aos 5, 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minutos, bem como 24 e 48 horas após a sessão. As análises estatísticas incluíram análise de variância two-way para medidas repetidas, com pós-teste de Bonferroni (p<0,05), além do cálculo do tamanho do efeito por meio do eta parcial quadrado (η²p). Observou-se redução significativa da PAS na condição ocitocina entre 10 minutos (132±4,24 mmHg; IC95%: 119–154) e 30 minutos (123±4,24 mmHg; IC95%: 105–142; p=0,049), bem como aos 50 minutos (119,5±4,94 mmHg; IC95%: 102–151; p=0,01; η²p=0,107). Verificou-se diferença intergrupos aos 50 minutos, com valores inferiores de PAS na condição ocitocina em comparação ao placebo (119,5±4,94 vs. 132,5±14,84 mmHg; p=0,023; η²p=0,88). A PAD apresentou diferenças significativas entre as condições nos momentos pré (87±20,5 vs. 67,5±7,77 mmHg; p=0,013) e imediatamente após o exercício (69±14,84 vs. 60,5±13,43 mmHg; p=0,009), com tamanho de efeito moderado (η²p=0,24). A PAM foi significativamente menor na condição ocitocina nos momentos pré (92,02±3,3 vs. 105,4±0,9 mmHg; p=0,038) e imediatamente após o exercício (86,5±15,3 vs. 103,5±8,0 mmHg; p=0,020; η²p=0,137). Reduções significativas do DP foram identificadas entre 10 e 50 minutos (9841 vs. 8598 mmHg·bpm) e entre 10 e 60 minutos (8526 mmHg·bpm) no grupo ocitocina. O MVO₂ apresentou elevação imediata após o exercício, seguida de redução significativa entre 10 e 50 minutos (p≤0,001; η²p até 0,468). No que se refere à variabilidade da frequência cardíaca (VFC), foram analisadas as variáveis Intervalos R-R (IntRR), desvio padrão do intervalo de tempo entre batimentos cardíacos normais (SDNN) e raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças sucessivas entre batimentos cardíacos normais (RMSSD) nos momentos antes, imediatamente após, 24 horas e 48 horas pós-exercício. Foram observadas alterações significativas nos índices de VFC imediatamente após o treinamento em ambas as condições, evidenciando reorganização autonômica aguda. A administração intranasal de 24 UI de ocitocina associada ao exercício físico demonstrou influenciar a modulação autonômica aguda em atletas paralímpicos de powerlifting, com efeitos detectáveis nos índices de VFC. Entretanto, a dinâmica tardia pareceu estar predominantemente relacionada à carga fisiológica do treinamento. Esses achados ampliam a compreensão acerca dos efeitos neuroendócrinos da ocitocina sobre o controle autonômico e hemodinâmico em atletas de alto rendimento com deficiência, contribuindo para o aprimoramento de estratégias de monitoramento fisiológico nessa população.
Abstract: The present study aimed to analyze the effects of intranasal administration of 24 IU of oxytocin on post-exercise hemodynamic and autonomic indicators in Paralympic powerlifting athletes. A randomized, double-blind, crossover design was adopted, including fourteen male athletes who underwent two experimental conditions: intranasal oxytocin and placebo. The experimental protocol consisted of a resistance training session in the bench press exercise, comprising five sets of five repetitions at 80% of one-repetition maximum (1RM). Systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), mean arterial pressure (MAP), heart rate (HR), rate-pressure product (RPP), and myocardial oxygen consumption (MVO₂) were assessed at baseline, immediately post-exercise, at 5, 10, 20, 30, 40, 50, and 60 minutes, and at 24 and 48 hours after the session. Statistical analyses included two-way repeated-measures ANOVA followed by Bonferroni post hoc test (p<0.05), with effect size calculated using partial eta squared (η²p). A significant reduction in SBP was observed in the oxytocin condition between 10 minutes (132±4.24 mmHg; 95% CI: 119–154) and 30 minutes (123±4.24 mmHg; 95% CI: 105–142; p=0.049), as well as at 50 minutes (119.5±4.94 mmHg; 95% CI: 102–151; p=0.01; η²p=0.107). A significant between-group difference was detected at 50 minutes, with lower SBP values in the oxytocin condition compared to placebo (119.5±4.94 vs. 132.5±14.84 mmHg; p=0.023; η²p=0.88). DBP showed significant between-condition differences at baseline (87±20.5 vs. 67.5±7.77 mmHg; p=0.013) and immediately post-exercise (69±14.84 vs. 60.5±13.43 mmHg; p=0.009), with a moderate effect size (η²p=0.24). MAP was significantly lower in the oxytocin condition at baseline (92.02±3.3 vs. 105.4±0.9 mmHg; p=0.038) and immediately after exercise (86.5±15.3 vs. 103.5±8.0 mmHg; p=0.020; η²p=0.137). Significant reductions in RPP were identified between 10 and 50 minutes (9841 vs. 8598 mmHg·bpm) and between 10 and 60 minutes (8526 mmHg·bpm) in the oxytocin condition. MVO₂ increased immediately after exercise, followed by a significant reduction between 10 and 50 minutes (p≤0.001; η²p up to 0.468). Regarding heart rate variability (HRV), the variables IntRR, SDNN, and RMSSD were analyzed at baseline, immediately postexercise, and at 24 and 48 hours post-exercise. Significant alterations in HRV indices were observed immediately after training in both conditions, indicating acute autonomic reorganization. The intranasal administration of 24 IU of oxytocin combined with exercise influenced acute autonomic modulation in Paralympic powerlifting athletes, with observable effects on HRV indices. However, late-phase responses appeared to be predominantly associated with the physiological load of training. These findings contribute to the understanding of the neuroendocrine effects of oxytocin on autonomic and hemodynamic control in high-performance athletes with disabilities, expanding knowledge regarding physiological monitoring strategies in this population.
Palavras-chave: Ocitocina
Administração intranasal
Atletas com deficiência
Exercícios físicos
Ocitocina intranasal
Powerlifting paralímpico
Indicadores hemodinâmicos
Modulação autonômica
Intranasal oxytocin
Paralympic powerlifting
Hemodynamic indicators
Autonomic modulation
área CNPQ: CIENCIAS BIOLOGICAS::FISIOLOGIA
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas
Citação: SANTOS, Lorrany da Rosa. Efeitos da suplementação intranasal de ocitocina nos indicadores hemodinâmicos e autonômicos pós-exercício em atletas de powerlifting paralímpico. 2026. 115 f. Tese (Doutorado em Ciências Fisiológicas) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.
Licença: Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25288
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