Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25403
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.authorDinelli, Luciana Barreto-
dc.date.accessioned2026-07-09T14:12:23Z-
dc.date.available2026-07-09T14:12:23Z-
dc.date.issued2025-02-14-
dc.identifier.citationDINELLI, Luciana Barreto. Os discursos sobre usos e usuários de maconha na Folha de S. Paulo entre as décadas de 1980 e 1990. 2025. 124 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25403-
dc.description.abstractThis dissertation presents a study of the discourses on marijuana use and users disseminated in the newspaper Folha de S. Paulo between the 1980s and 1990s. It aims to analyze such discourses and their relationship with the moral crusade that reinforced criminal and psychotropic representations of marijuana use and users in Brazil. The theoretical framework draws on Howard Becker's conceptualization of rule creation, rule enforcement, and user labeling, alongside the biopolitical strategies of population control, informed by Michel Foucault's discourse analysis. The empirical corpus was constructed through a systematic search of the Folha de S. Paulo digital archive (Acervo), retrieving articles and news reports containing the term "maconha" (marijuana), with the purpose of mapping the imagery produced by such representations during the period under examination. The collected material was organized into four analytical categories: violence, drug trafficking, normalization, and humor. The prevalence of content associated with drug trafficking and violence allowed us to identify the newspaper's discourse as aligned with a necropolitical stance directed against marijuana users, associating them with negative stereotypes and foregrounding racial, socioeconomic, and georeferenced markers of these individuals. The normalization category points to a tension within the social imaginary regarding the perceived positive dimensions of marijuana use among middle-class individuals, given that moral entrepreneurs had begun to coexist with marijuana consumption within their own social circles. The humor category reveals a trivialization of the marijuana user and a lack of seriousness in addressing the question of decriminalization. It is concluded that Folha de S. Paulo's editorial stance during the investigated period assumed a conservative character, endorsing the rationale that legitimized the use of violence and the stigmatization of marijuana use and users, particularly those from lower-class backgrounds bearing racial markers and engaged in precarious and vulnerable forms of labor.eng
dc.description.abstractEsta disertación consistió en un estudio de los discursos sobre los usos y usuarios de marihuana difundidos en el periódico Folha de S. Paulo entre las décadas de 1980 y 1990. Tuvo como objetivo analizar dichos discursos y sus relaciones con la cruzada moral que condujo al reforzamiento de las imágenes criminales y psicotrópicas sobre los usos y usuarios en Brasil. Se utilizaron como coordenadas teóricas las indicaciones de Howard Becker sobre la creación e imposición de reglas y la rotulación de los usuarios, así como las ofrecidas por la perspectiva de las estrategias biopolíticas de control de la población, tomando en cuenta el análisis del discurso según Michel Foucault. Para ello, se buscaron en la sección "Acervo" del sitio web de Folha de S. Paulo artículos y reportajes que mencionaran la palabra "marihuana", a fin de mensurar las imágenes que estos textos producían en aquel momento. Los contenidos se clasificaron en cuatro categorías: violencia, tráfico, normalización y humor. La circunscripción de las dimensiones vinculadas al tráfico y a la violencia permitió comprender el discurso del periódico como alineado con la necropolítica contra los usuarios, relacionándolos con estereotipos negativos y poniendo de relieve los aspectos raciales, socioeconómicos y georreferenciales de estos individuos. La categoría de normalización, por su parte, remite a una tensión en el imaginario acerca de los aspectos positivos del consumo de marihuana por parte de los individuos de clase media, toda vez que los emprendedores morales pasaron a convivir con el consumo de marihuana en sus propios círculos sociales. La categoría de humor revela la banalización del usuario y la falta de seriedad al abordar la cuestión de la descriminalización de la marihuana. Se concluye, por tanto, que el posicionamiento de Folha de S. Paulo en el período investigado asumió un carácter conservador que respaldó la lógica que legitimó el recurso a la violencia y la estigmatización de los usos y usuarios, en especial los de las clases populares, con marcadores raciales y vinculados a modalidades de trabajo precario y vulnerable.spa
dc.description.sponsorshipFundação de Apoio a Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe - FAPITEC/SEpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.subjectSociologiapor
dc.subjectMaconhapor
dc.subjectBiopolíticapor
dc.subjectFolha de São Paulopor
dc.subjectDiscursopor
dc.subjectEmpreendimento moralpor
dc.subjectMarijuanaeng
dc.subjectDiscourseeng
dc.subjectBiopoliticseng
dc.subjectMoral entrepreneurshipeng
dc.subjectEmprendimiento moralspa
dc.titleOs discursos sobre usos e usuários de maconha na Folha de S. Paulo entre as décadas de 1980 e 1990pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Barbosa, Ivan Fontes-
dc.description.resumoA presente dissertação consistiu em um estudo sobre os discursos acerca dos usos e usuários de maconha veiculados no jornal A Folha de S. Paulo entre as décadas de 1980 e 1990. Teve como objetivo analisar tais discursos e suas relações com a cruzada moral que levou ao reforço das imagens criminais e psicotrópicas sobre os usos e usuários no Brasil. Utilizamos como coordenadas teóricas as instruções de Howard Becker, acerca da criação e imposição de regras e rotulação dos usuários, e as apresentadas pelo viés das estratégias biopolíticas de controle da população, levando em conta a análise de discurso segundo Michel Foucault. Para tanto, buscamos na sessão Acervo do site Folha de S. Paulo matérias e reportagens que citam a palavra “maconha”, a fim de mensurar as imagens que estas palavras produziam neste momento. Categorizamos os conteúdos em quatro categorias: violência, tráfico, normalização e humor. A circunscrição das dimensões ligadas ao tráfico e a violência nos possibilitaram compreender o discurso do veículo como alinhado à necropolítica contra os usuários, relacionando-os a estereótipos negativos, evidenciando os aspectos raciais, socioeconômicos e georreferenciais destes indivíduos. A categoria normalização, por outro lado, remete a uma tensão no imaginário sobre os aspectos positivos do uso de maconha por parte dos indivíduos de classe média, afinal os empreendedores morais passaram a conviver com o uso de maconha em seus círculos sociais. A classificação humor, por outro lado, traz a banalização do usuário e a falta de seriedade ao se tratar da questão da descriminalização da maconha. Concluímos, portanto, que o posicionamento da Folha no período investigado, assumiu uma feição conservadora que endossou a intuição que legitimou o uso do emprego da violência e da estigmatização dos usos e usuários, em especial, os das classes populares com marcadores raciais e ligados a modalidade de trabalho precário e vulnerável.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Sociologiapt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIApt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
Aparece nas coleções:Mestrado em Sociologia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
LUCIANA_BARRETO_DINELLI.pdf3,41 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.