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dc.contributor.authorRabelo, Samuel Francisco-
dc.date.accessioned2026-07-09T17:41:20Z-
dc.date.available2026-07-09T17:41:20Z-
dc.date.issued2026-05-04-
dc.identifier.citationRABELO, Samuel Francisco. A transfobia que mata, a mídia que narra: representações do transfeminicídio no nordeste brasileiro (2006 - 2025). 2026. 208 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25417-
dc.description.abstractLos asesinatos de travestis y mujeres transexuales en Brasil revelan un contexto histórico marcado por la violencia estructural de género que, desde la primera década del siglo XXI, pasó a ser nombrada por activistas como transfeminicidio, expresión extrema de un régimen social que regula sus existencias mediante la precarización y la muerte. Inserto en el campo de la Antropología Social, este estudio tiene como objetivo general investigar cómo el transfeminicidio es narrado y representado por los medios digitales en el Nordeste brasileño entre 2006 y 2025, comprendiendo los efectos simbólicos y políticos de estas narrativas en la reproducción o el enfrentamiento de la transfobia estructural. Metodológicamente, partimos de un enfoque cualitativo, fundamentado en una perspectiva transfeminista interseccional y articulado con la revisión bibliográfica y documental. Mediante la construcción de un formulario en Google Forms, fueron identificados y sistematizados 250 asesinatos difundidos por medios digitales entre 2006 y 2025, de los cuales 18 casos — dos por cada estado nordestino — fueron seleccionados de acuerdo con su mayor repercusión y volumen de información disponible, posibilitando el análisis de las representaciones del transfeminicidio producidas por la prensa. Los resultados evidencian una cobertura predominantemente conservadora, marcada por el deadnaming, el misgendering, la deshumanización de las víctimas, la sensacionalización de la violencia y la ausencia de contextualización estructural, además de vacíos respecto a identidad de género, raza, edad y seguimiento judicial, reforzando la naturalización de estas muertes y las invisibilidades interseccionales, especialmente de raza, clase y territorio. Como desdoblamiento analítico, la investigación recupera el Traviarcado como reivindicación de poder, memoria y centralidad histórica de las travestis y mujeres transexuales. Asimismo, propone la herramienta analítica Colmena del Odio para comprender el transfeminicidio como una manifestación articulada de relaciones de poder que normalizan la abyección y sostienen pedagogías sociales de la eliminación, y tensiona la noción de transjuvenicidio al evidenciar la eliminación precoz de travestis y mujeres transexuales jóvenes como un mecanismo sistemático de interrupción de futuros y de gestión diferencial de la muerte. Finalmente, se defiende la promoción del llamado “periodismo de coalición”, orientado por la radicalidad democrática y por la defensa intransigente de los derechos humanos de travestis y mujeres transexuales, comprendiendo la comunicación como un campo estratégico de disputa simbólica y asumiendo la escritura académica como un acto político de resistencia frente a las políticas del olvido, comprometida con la dignidad, la memoria, la justicia y la afirmación plena de la humanidad de travestis y mujeres transexuales.spa
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.subjectAntropologiapor
dc.subjectViolência contra travestispor
dc.subjectNordestepor
dc.subjectTravestispor
dc.subjectTransexuaispor
dc.subjectMídia (Publicidade)por
dc.subjectTransfeminicídiopor
dc.subjectMulheres transexuaispor
dc.subjectTransfeminicidiospa
dc.subjectMedios de comunicaciónspa
dc.subjectMujeres transexualesspa
dc.titleA transfobia que mata, a mídia que narra: representações do transfeminicídio no nordeste brasileiro (2006 - 2025)pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Costa, Patrícia Rosalba Salvador Moura-
dc.description.resumoOs assassinatos de travestis e mulheres transexuais no Brasil revelam um contexto histórico marcado pela violência estrutural de gênero que, desde a primeira década do século XXI, passou a ser nomeada por ativistas como transfeminicídio, expressão extrema de um regime social que regula suas existências por meio da precarização e da morte. Inserido no campo da Antropologia Social, este estudo tem como objetivo geral investigar como o transfeminicídio é narrado e representado pela mídia online no Nordeste brasileiro no período de 2006 a 2025, compreendendo os efeitos simbólicos e políticos dessas narrativas na reprodução ou no enfrentamento da transfobia estrutural. Metodologicamente, partimos de uma abordagem qualitativa, fundamentada em uma perspectiva transfeminista interseccional e articulada à revisão bibliográfica e documental. Mediados pela construção de um formulário no Google Forms, foram identificados e sistematizados 250 assassinatos noticiados pela mídia online entre 2006 e 2025, dos quais 18 casos — dois por estado nordestino — foram selecionados conforme maior repercussão e volume de informações disponíveis, possibilitando a análise das representações do transfeminicídio produzidas pela imprensa. Os resultados evidenciam cobertura predominantemente conservadora, marcada por deadnaming, misgendering, desumanização das vítimas, sensacionalização da violência e ausência de contextualização estrutural, além de lacunas quanto a identidade de gênero, raça, idade e acompanhamento judicial, reforçando a naturalização dessas mortes e invisibilidades interseccionais, especialmente de raça, classe e território. Como desdobramento analítico, a pesquisa recupera o Traviarcado como reivindicação de poder, memória e centralidade histórica das travestis e mulheres transexuais. Propõe a ferramenta analítica Colmeia do Ódio para compreender o transfeminicídio como manifestação articulada de relações de poder que normalizam a abjeção e sustentam pedagogias sociais da eliminação, e tensiona a noção de transjuvenicídio ao evidenciar a eliminação precoce de travestis e mulheres transexuais jovens como mecanismo sistemático de interrupção de futuros e de gestão diferencial da morte. Defende-se, por fim, a promoção do chamado “jornalismo de coalizão” orientado pela radicalidade democrática e pela defesa intransigente dos direitos humanos de travestis e mulheres transexuais, compreendendo a comunicação como campo estratégico de disputa simbólica e assumindo a escrita acadêmica como ato político de resistência frente às políticas de esquecimento, comprometida com a dignidade, a memória, a justiça e a afirmação plena da humanidade de travestis e mulheres transexuais.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Antropologiapt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIApt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
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