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dc.contributor.authorAlmeida, Rodrigo da Silva-
dc.date.accessioned2026-07-09T17:42:11Z-
dc.date.available2026-07-09T17:42:11Z-
dc.date.issued2026-05-25-
dc.identifier.citationALMEIDA, Rodrigo da Silva. “Escrever é como girar a faca na ferida”: faces da angústia na escrita em abismo de Elena Ferrante. 2026. 237 f. Tese (Doutorado em Psicologia) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25419-
dc.description.abstractAnguish is the affect that does not deceive, stated Lacan in The Seminar, look 10: Anxiety, pointing out that sensing how much anguish a subject can bear is an impasse that constantly puts psychoanalysts to the test in the conduct of psychoanalytic treatment. In this sense, the present study was justified because, from the beginnings of psychoanalytic theory to the present day, anguish has led many subjects to seek analysis. The study was guided by the following research question: in what way does the singular encounter of the author of this study with the work of Elena Ferrante make it possible to explore theoretical-clinical questions surrounding anguish in psychoanalytic practice? Therefore, the general objective was to explore anguish and its facets in psychoanalytic practice through the work The Days of abandonment; and the specific objectives were: 1) to discuss anguish based on Freud and Lacan; 2) to address the relationships between psychoanalysis and literature through Freud, Lacan, Elena Ferrante, and contemporary psychoanalysts; 3) to articulate Elena Ferrante’s work with psychoanalysis through anguish and its facets; and 4) to present the author’s singular encounter with Elena Ferrante’s literature, especially The Days of abandonment. The psychoanalytic research method was employed, following a methodological path that amalgamated a diligent dimension and an unmarginated dimension, based on Elena Ferrante’s book Margins and dictation: On the pleasures of reading and writing. The diligent dimension consisted of a theoretical psychoanalytic investigation in which the notion of anguish was examined using texts by Freud and Lacan as primary sources, and texts by contemporary psychoanalysts retrieved from databases as secondary sources. The unmarginated dimension explored the relationships between psychoanalysis and literature by drawing on Lacanian psychoanalysis and the concept of mise en abyme in order to articulate Elena Ferrante’s work with psychoanalysis. Furthermore, it was from a body touched by literature and, as an effect of this encounter, compelled to write, that footnotes were used as a methodological resource, allowing the author to develop the proposal of a writing style that amalgamates both diligent and unmarginated dimensions and to present his singular encounter with Ferrante’s literature. From this, it became possible to explore the following facets of anguish: 1) unmarginating as a facet of anguish; 2) frantumaglia as a name for feminine anguish; 3) the mother as an anguish-provoking figure; and 4) anguish in the mother-daughter relationship. The discussion of these facets of anguish was grounded in Lacan’s proposition that, for dialogue between psychoanalysis and literature to occur, both must function as forms of failed knowledge, which implies pointing to the gap in the knowledge of the mise en abyme. Thus, through the four proposed facets of anguish, it was possible to observe the presence of a “Ferrantean anguish” an anguish that approaches the anguish theorized in psychoanalytic practice by Freud and Lacan.eng
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.subjectPsicologiapor
dc.subjectPsicanálise e literaturapor
dc.subjectAngústia (Psicologia)por
dc.subjectMise en abyme (Narração)por
dc.subjectEscritapor
dc.subjectElena Ferrante, 1943 -por
dc.subjectAnguisheng
dc.subjectWritingeng
dc.subjectPsychoanalysis and literatureeng
dc.title“Escrever é como girar a faca na ferida”: faces da angústia na escrita em abismo de Elena Ferrantept_BR
dc.typeTesept_BR
dc.contributor.advisor1Henriques, Rogério Paes-
dc.description.resumoA angústia é o afeto que não engana, afirmou Lacan, em O Seminário, livro 10: A Angústia, apontando que sentir o que o sujeito pode suportar de angústia é um impasse que coloca os psicanalistas à prova a todo instante na condução do tratamento psicanalítico. Nesse sentido, o presente estudo justificou-se porque, desde os primórdios da teoria psicanalítica até os dias atuais, a angústia tem levado muitos sujeitos a procurarem análise. O estudo partiu da seguinte pergunta de pesquisa - de que forma o encontro singular do autor deste estudo com a obra de Elena Ferrante possibilita explorar questões teórico-clínicas em torno da angústia na clínica psicanalítica? Diante disso, o objetivo geral foi: explorar a angústia e suas faces na clínica psicanalítica a partir da obra Dias de abandono; e como objetivos específicos: 1) discutir a angústia com base em Freud e Lacan; 2) (a)bordar as relações entre psicanálise e literatura a partir de Freud, Lacan, Elena Ferrante e de psicanalistas contemporâneos; 3) articular a obra de Elena Ferrante com a psicanálise por meio da angústia e suas faces e 4) apresentar o encontro singular do autor com a literatura de Elena Ferrante, especialmente da obra Dias de abandono. Foi utilizado o método psicanalítico de pesquisa, tendo sido seguido um percurso metodológico que tem amalgamadas uma dimensão diligente e uma dimensão desmarginada, tomando como base o livro As Margens e o Ditado: sobre os prazeres de ler e escrever, de Elena Ferrante. A dimensão diligente consistiu em uma pesquisa psicanalítica do tipo teórica, em que foi investigada a noção de angústia, utilizando textos de Freud e Lacan como fontes primárias e textos de psicanalistas contemporâneos, capturados em bases de dados, como fontes secundárias. Já a dimensão desmarginada explorou as relações entre psicanálise e literatura, ao tomar como aporte teórico a psicanálise lacaniana e a mise en abyme, no intuito de articular a obra de Elena Ferrante com a psicanálise. Além disso, foi a partir de um corpo que, ao ser tocado pela literatura, e como efeito disso, colocou-se a escrever, que utilizou-se uso as notas de rodapé como um recurso metodológico, em que o autor pôde desenvolver a sua proposta de uma escrita que tem amalgamadas uma dimensão diligente e desmarginada e apresentar o seu encontro singular com a literatura de Ferrante. A partir disso, foi possível explorar as seguintes faces da angústia: 1) a desmarginação como uma face da angústia, 2) a frantumaglia como um nome para a angústia feminina, 3) a mãe como uma figura angustiante e 4) a angústia na relação mãe-filha. A discussão destas faces da angústia tomou ancoramento na proposição de Lacan de que, para que o diálogo entre a psicanálise e a literatura aconteça, é preciso que elas funcionem como saber em fracasso, o que implica em apontar para o furo no saber da mise en abyme. Logo, através das quatro faces da angústia propostas, foi possível observar a presença de uma “angústia ferrantiana”, uma angústia que se aproxima da angústia teorizada na clínica psicanalítica por Freud e Lacan.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Psicologiapt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIApt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
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