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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25517| Tipo de Documento: | Tese |
| Título: | Terminologia da quimioterapia para Leucemia Linfoblástica Aguda: uma análise sociocognitiva com foco na experiência de pacientes pediátricos |
| Título(s) alternativo(s): | Terminology of chemotherapy for Acute Lymphoblastic Leukemia: a sociocognitive analysis focusing on the experience of pediatric patients Terminología de la quimioterapia para Leucemia Linfoblástica Aguda: un análisis sociocognitivo con foco en la experiencia de pacientes pediátricos |
| Autor(es): | Alves, Josefa Mônica Almeida Silva |
| Data do documento: | 10-Jul-2025 |
| Orientador: | Marengo, Sandro Marcío Drumond Alves |
| Coorientador: | Cipolotti, Rosana |
| Resumo: | O câncer infantil, particularmente a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), configura-se como uma das principais causas de morbimortalidade na pediatria, representando não apenas um desafio clínico, mas também psicossocial, por sua intrínseca associação cultural com ideias de vulnerabilidade e finitude (Sontag, 1997). O principal tratamento para a LLA é a quimioterapia, que utiliza diferentes compostos químicos para destruir células malignas, impedir a formação de um novo DNA, bloquear funções essenciais das células ou induzir sua autodestruição. Sendo um tratamento sistêmico, pode afetar todos os tecidos do organismo em diferentes graus (Cavalcante et al., 2017). Neste contexto, a presente pesquisa adota uma abordagem inovadora ao investigar como a terminologia médica específica contida no Protocolo BFM/2009 - referência internacional no tratamento da LLA utilizada no estado de SE - é compreendida, interpretada e ressignificada por pacientes na faixa etária pediátrica. O estudo se fundamenta teoricamente nos princípios da cognição corporificada (Rosch, 1978; Lakoff, 1987), que destacam a relação indissociável entre experiência corporal e construção de significado. A coleta de dados foi cuidadosamente realizada no ambiente acolhedor da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (AVOSOS), em Aracaju/SE, utilizando metodologias qualitativas que privilegiam a voz das crianças. Os objetivos do estudo organizam-se em três eixos complementares: (1) mapeamento sistemático e análise crítica dos termos técnicos presentes no protocolo quimioterápico ALL-IC BFM 2009; (2) investigação, à luz da Teoria Sociocognitiva da Terminologia, dos processos de apropriação linguística e reconstrução semântica operados por crianças em tratamento para Leucemia Linfoblástica Aguda; e (3) desenvolvimento de parâmetros científicos para a criação de estratégias de Acessibilidade Textual e Terminológica (ATT) voltadas à mediação do discurso médico-oncológico junto a pacientes pediátricos. Metodologicamente, a pesquisa articula, de forma inédita no contexto da terminologia médico-oncológica pediátrica, três frentes complementares: (1) análise de corpus linguístico com o uso de ferramentas computacionais para extração e categorização terminológica; (2) abordagem qualitativa sensível, por meio de entrevistas semiestruturadas adaptadas ao universo infantil; e (3) análise linguístico-cognitiva dos processos de compreensão e ressignificação de termos médicos por crianças em tratamento oncológico (Vidal-Sabanés, 2021; Ciapuscio, 2003). O arcabouço teórico integra contribuições da Teoria Sociocognitiva da Terminologia (Temmerman, 2000a) com os mais recentes avanços em estudos sobre simplificação e acessibilidade linguística em contextos de saúde (Finatto, 2018). Os resultados alcançados incluem, de um lado, a sistematização de um conjunto de categorias terminológicas presentes no protocolo; de outro, a análise aprofundada das formas como crianças em tratamento para LLA compreendem, ressignificam ou rejeitam os termos médicos que lhes são apresentados. Essas análises revelaram estratégias linguístico-cognitivas espontâneas, como o uso de metáforas, simplificações e associações afetivas, que apontam para lacunas de mediação comunicativa na interface médico-paciente. Com base nessas evidências, foram propostos parâmetros para o desenvolvimento de recursos acessíveis e eticamente orientados, voltados à humanização da comunicação em contextos oncológicos pediátricos. Essa dupla perspectiva — teórica e aplicada — posiciona o estudo como contribuição relevante para os estudos terminológicos em saúde e para a promoção de práticas discursivas mais inclusivas e centradas no paciente. |
| Abstract: | Childhood cancer, particularly Acute Lymphoblastic Leukemia (ALL), is one of the
leading causes of morbidity and mortality in pediatrics, representing not only a clinical
challenge but also a psychosocial one, due to its intrinsic cultural association with
ideas of vulnerability and finitude (Sontag, 1997). The main treatment for ALL is
chemotherapy, which uses different chemical compounds to destroy malignant cells,
prevent the formation of new DNA, block essential cell functions, or induce cell
self-destruction. As a systemic treatment, it can affect all tissues of the body to
varying degrees (Cavalcante et al., 2017). In this context, the present research
adopts an innovative approach by investigating how the specific medical terminology
contained in Protocol BFM/2009—an international reference in the treatment of ALL
used in the state of SE—is understood, interpreted, and re-signified by patients in the
pediatric age group. The study is theoretically based on the principles of embodied
cognition (Rosch, 1978; Lakoff, 1987), which highlight the inseparable relationship
between bodily experience and the construction of meaning. Data collection was
carefully carried out in the welcoming environment of the Association of Volunteers in
the Service of Oncology in Sergipe (AVOSOS), in Aracaju/SE, using qualitative
methodologies that privilege the voices of children. The objectives of the study are
organized into three complementary axes: (1) systematic mapping and critical
analysis of the technical terms present in the ALL-IC BFM 2009 chemotherapy
protocol; (2) investigation, in light of the Sociocognitive Theory of Terminology, of the
processes of linguistic appropriation and semantic reconstruction operated by
children undergoing treatment for Acute Lymphoblastic Leukemia; and (3)
development of scientific parameters for the creation of Textual and Terminological
Accessibility (ATT) strategies aimed at mediating medical-oncological discourse with
pediatric patients. Methodologically, the research articulates, in an unprecedented
way in the context of pediatric medical-oncological terminology, three complementary
fronts: (1) linguistic corpus analysis using computational tools for terminological
extraction and categorization; (2) a sensitive qualitative approach, through
semi-structured interviews adapted to the child universe; and (3) linguistic-cognitive
analysis of the processes of understanding and re-signification of medical terms by
children undergoing cancer treatment (Vidal-Sabanés, 2021; Ciapuscio, 2003). The
theoretical framework integrates contributions from the Sociocognitive Theory of
Terminology (Temmerman, 2000a) with the latest advances in studies on
simplification and linguistic accessibility in health contexts (Finatto, 2018). The results
achieved include, on the one hand, the systematization of a set of terminological
categories present in the protocol; on the other hand, an in-depth analysis of the
ways in which children undergoing treatment for ALL understand, reinterpret, or
reject the medical terms presented to them. These analyses revealed spontaneous
linguistic-cognitive strategies, such as the use of metaphors, simplifications, and
affective associations, which point to gaps in communicative mediation in the
doctor-patient interface. Based on this evidence, parameters were proposed for the
development of accessible and ethically oriented resources aimed at humanizing
communication in pediatric oncology contexts. This dual perspective—theoretical and
applied—positions the study as a relevant contribution to health terminology studies
and to the promotion of more inclusive and patient-centered discursive practices. El cáncer infantil, en particular la leucemia linfoblástica aguda (LLA), se configura como una de las principales causas de morbilidad y mortalidad en pediatría, lo que representa no sólo un desafío clínico, sino también psicosocial, por su asociación cultural intrínseca con ideas de vulnerabilidad y finitud (Sontag, 1997). El tratamiento principal para la LLA es la quimioterapia, que utiliza diferentes compuestos químicos para destruir las células malignas, impedir la formación de nuevo ADN, bloquear funciones esenciales de las células o inducir su autodestrucción. Al ser un tratamiento sistémico, puede afectar a todos los tejidos del organismo en diferentes grados (Cavalcante et al., 2017). En este contexto, la presente investigación adopta un enfoque innovador al investigar cómo la terminología médica específica contenida en el Protocolo BFM/2009 —referencia internacional en el tratamiento de la LLA utilizada en el estado de SE— es comprendida, interpretada y resignificada por los pacientes en la franja de edad pediátrica. El estudio se basa teóricamente en los principios de la cognición incorporada (Rosch, 1978; Lakoff, 1987), que destacan la relación indisociable entre la experiencia corporal y la construcción de significado. La recopilación de datos se llevó a cabo cuidadosamente en el acogedor entorno de la Asociación de Voluntarios al Servicio de la Oncología en Sergipe (AVOSOS), en Aracaju/SE, utilizando metodologías cualitativas que privilegian la voz de los niños. Los objetivos del estudio se organizan en tres ejes complementarios: (1) mapeo sistemático y análisis crítico de los términos técnicos presentes en el protocolo quimioterapéutico ALL-IC BFM 2009; (2) investigación, a la luz de la Teoría Sociocognitiva de la Terminología, de los procesos de apropiación lingüística y reconstrucción semántica operados por niños en tratamiento por leucemia linfoblástica aguda; y (3) desarrollo de parámetros científicos para la creación de estrategias de Accesibilidad Textual y Terminológica (ATT) orientadas a la mediación del discurso médico-oncológico con pacientes pediátricos. Metodológicamente, la investigación articula, de forma inédita en el contexto de la terminología médico-oncológica pediátrica, tres frentes complementarios: (1) análisis de corpus lingüístico con el uso de herramientas computacionales para la extracción y categorización terminológica; (2) enfoque cualitativo sensible, mediante entrevistas semiestructuradas adaptadas al universo infantil; y (3) análisis lingüístico-cognitivo de los procesos de comprensión y resignificación de términos médicos por parte de niños en tratamiento oncológico (Vidal-Sabanés, 2021; Ciapuscio, 2003). El marco teórico integra contribuciones de la Teoría Sociocognitiva de la Terminología (Temmerman, 2000a) con los avances más recientes en estudios sobre simplificación y accesibilidad lingüística en contextos de salud (Finatto, 2018). Los resultados obtenidos incluyen, por un lado, la sistematización de un conjunto de categorías terminológicas presentes en el protocolo; por otro, el análisis en profundidad de las formas en que los niños en tratamiento por LLA comprenden, reinterpretan o rechazan los términos médicos que se les presentan. Estos análisis revelaron estrategias lingüístico-cognitivas espontáneas, como el uso de metáforas, simplificaciones y asociaciones afectivas, que apuntan a lagunas de mediación comunicativa en la interfaz médico-paciente. A partir de estas evidencias, se propusieron parámetros para el desarrollo de recursos accesibles y éticamente orientados, dirigidos a la humanización de la comunicación en contextos oncológicos pediátricos. Esta doble perspectiva —teórica y aplicada— posiciona el estudio como una contribución relevante para los estudios terminológicos en salud y para la promoción de prácticas discursivas más inclusivas y centradas en el paciente. |
| Palavras-chave: | Análise linguística Medicina – Terminologia Comunicação na medicina Leucemia em crianças Crianças – Cuidado e tratamento - Quimioterapia Terminologia sociocognitiva Acessibilidade textual e terminológica Descrição linguística Leucemia Linfoblástica Aguda Quimioterapia infantojuvenil Sociocognitive terminology Textual and terminological accessibility Linguistic description Acute Lymphoblastic Leukemia Chemotherapy in children and adolescents Terminología sociocognitiva Accesibilidad textual y terminológica Descripción lingüística Quimioterapia infantil y juvenil |
| área CNPQ: | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Agência de fomento: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES |
| Idioma: | por |
| Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Programa de Pós-graduação: | Pós-Graduação em Letras |
| Citação: | ALVES, Josefa Mônica Almeida Silva. Terminologia da quimioterapia para Leucemia Linfoblástica Aguda: uma análise sociocognitiva com foco na experiência de pacientes pediátricos. 2025. 291 f. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25517 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Letras |
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