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Tipo de Documento: Monografia
Título: Prevalência de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade no município de Lagarto-SE
Autor(es): Santana, Ritta de Kassia Oliveira de
Data do documento: 2-Dez-2025
Orientador: Andrade, Alexandre Machado de
Resumo: Introdução: Devido aos inúmeros benefícios, tanto para a criança, quanto para a mãe, a OMS recomenda o aleitamento materno exclusivo (AME) durante os primeiros 6 meses de vida da criança. Porém, a prevalência do aleitamento materno no Brasil e no mundo encontra-se abaixo do esperado. Nesse sentido, diversas condições extrínsecas e intrínsecas podem influenciar no sucesso da amamentação. Objetivo: Analisar a prevalência do aleitamento materno exclusivo até a idade de seis meses, as barreiras encontradas e a existência de orientação profissional durante o processo de amamentação. Materiais e métodos: Estudo observacional, transversal, mediante entrevistas por conveniência de mães de crianças de seis meses a dois anos de idade, atendidas em unidades básicas de saúde do município de Lagarto-SE, através da aplicação de um questionário. Resultados: Observou-se uma prevalência de 51,5% de AME até os seis meses de idade em crianças em Lagarto-SE. A maioria das mães tinha entre 21 e 36 anos, ensino médio completo ou incompleto e renda familiar de até dois salários mínimos. O AME apresentou associação significativa com casamento ou união estável (p=0,001), o número de filhos amamentados (p = 0,003), idade gestacional ao nascer (p = 0,010), amamentação na primeira hora de vida (p = 0,039) e ingurgitamento mamário inicial (p= 0,038). Houve associação negativa com a prescrição de fórmula na alta hospitalar (p < 0,001), irritação do neonato ao mamar (p = 0,009), dificuldade de abocanhar o seio (p < 0,001), uso de mamadeira (p < 0,001) e chupeta (p = 0,006) durante o AME. Não houveram associações significativas entre o AME e variáveis sociodemográficas, via de parto ou apoio dos profissionais de saúde. Conclusão: Aproximadamente metade das crianças manteve o AME até os seis meses de vida, resultado concordante com outras pesquisas nacionais, mas ainda distante da meta de 70% até 2030, estabelecida pela OMS. Diversos fatores foram identificados como determinantes ou não para a manutenção do AME. Apesar das limitações metodológicas, este trabalho colabora com o entendimento dos fatores que influenciam o AME em Lagarto-SE e é capaz de embasar políticas públicas e ações de apoio profissional voltadas à promoção e continuidade da amamentação.
Abstract: Introduction: Due to the numerous benefits for both the child and the mother, the World Health Organization (WHO) recommends exclusive breastfeeding (EBF) during the first six months of a child’s life. However, the prevalence of breastfeeding in Brazil and worldwide remains below the desired level. Several intrinsic and extrinsic factors can influence the success of breastfeeding. Rationale: To analyze the prevalence of exclusive breastfeeding up to six months of age, the barriers encountered, and the presence of professional guidance during the breastfeeding process. Materials and Methods: Observational, cross-sectional study conducted through convenience interviews with mothers of children aged six months to two years who were attended at primary health care units in Lagarto-SE, using a structured questionnaire. Results: The prevalence of exclusive breastfeeding up to six months of age was 51.5% among children in Lagarto-SE. Most mothers were 21 to 36 years old, had completed or incomplete secondary education, and a family income of up to two minimum wages. EBF showed a significant association with marriage or stable union (p = 0.001), number of children breastfed (p = 0.003), gestational age at birth (p = 0.010), breastfeeding within the first hour of life (p = 0.039), and initial breast engorgement (p = 0.038). Negative associations were found with formula prescription at hospital discharge (p < 0.001), infant irritability during breastfeeding (p = 0.009), difficulty latching onto the breast (p < 0.001), bottle use (p < 0.001), and pacifier use (p = 0.006) during EBF. No significant associations were observed between EBF and sociodemographic variables, type of delivery, or support from healthcare professionals. Conclusion: Approximately half of the children maintained EBF for six months, a result that aligns with other national studies but is still distant from the 70% target set by the WHO for 2030. Several factors were identified as determinants or non-determinants of EBF maintenance. Despite methodological limitations, this study contributes to understanding the factors that influence EBF in Lagarto-SE and provides a basis for public policies and professional actions aimed at promoting and sustaining breastfeeding.
Palavras-chave: Aleitamento Materno
Relações Mãe-Filho
Serviços de Saúde Materno-Infantil
Lactação
Breast Feeding
Mother-Child Relations
Maternal-Child Health Services
Lactation
área CNPQ: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe
Departamento: DMEL - Departamento de Medicina Lagarto – Lagarto - Presencial
Citação: SANTANA, Ritta de Kassia Oliveira de. Prevalência de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade no município de Lagarto-SE. 2025. Monografia (Graduação em Medicina) - Departamento de Medicina, Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2025.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25738
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