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dc.contributor.authorSantos Júnior, Renato Brito dos-
dc.date.accessioned2026-08-04T11:10:46Z-
dc.date.available2026-08-04T11:10:46Z-
dc.date.issued2025-12-01-
dc.identifier.citationSANTOS JÚNIOR, Renato Brito dos. A escala de coma de Glasgow como fator decisivo na intubação de pacientes com traumatismo cranioencefálico grave: uma revisão sistemática e meta-análise. 2025. Monografia (Graduação em Medicina) - Departamento de Medicina, Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25748-
dc.description.abstractINTRODUCTION: Traumatic brain injury (TBI) is one of the leading causes of trauma-related death and neurological disability. The Glasgow Coma Scale (GCS) is widely used to classify TBI severity and guide the decision for orotracheal intubation (OTI) in severely injured patients, classically at the threshold of GCS ≤8. However, this practice is controversial and lacks robust supporting evidence. OBJECTIVE: To systematically evaluate the safety of using the Glasgow Coma Scale as a predictor for intubation in patients with severe TBI. METHODS: A systematic review and meta-analysis were conducted following the PRISMA protocol, registered on the PROSPERO platform under number CRD420250652695. The SCOPUS (Elsevier), PUBMED, OpenTheses, Cochrane, MEDLINE, LILACS, and Google Scholar databases were searched from February 22, 2025, to March 20, 2025. Original articles (cohort studies) comparing intubated versus non-intubated adult patients with severe TBI (GCS ≤8) were included, evaluating outcomes such as mortality and length of stay. Methodological quality was assessed using the NIH tool for observational studies. Data synthesis was performed by meta-analysis, using Relative Risk (RR) for mortality and Mean Difference (MD) or Standardized Mean Difference (SMD) for length of stay. RESULTS: Of the 1,495 records identified, 5 cohort studies were included in the review. The main meta-analysis on mortality (n=19,697 patients) demonstrated that intubated patients had a 43% higher risk of mortality compared to non intubated patients (RR=1.43; 95% CI [1.30 – 1.58]; p<0,00001). The result remained robust in the hospital subgroup analysis (RR=1.47; 95% CI [1.32 – 1.63]). Intubated patients also showed a longer hospital length of stay (MD=3.09 days) and ICU length of stay (SMD=0.78), although these findings proved to be fragile and unstable in the sensitivity analysis due to very high heterogeneity (I²=99%). However, after excluding one study with inconsistent data, a robust and significant increase in ICU length of stay (MD=0.92 days; p < 0.00001; I²=11%) was observed in the intubated group. CONCLUSION: This systematic review found no evidence to support the safe use of GCS as an isolated predictor for intubation in patients with severe TBI. The findings suggest an increased risk of mortality in the intubated group, likely associated with confounding by indication, whereby more severely ill patients are preferentially intubated. Therefore, the decision to establish a definitive airway must be individualized, integrating the GCS assessment with other clinical parameters, such as the presence of protective airway reflexes, hemodynamic stability, and pupillary assessment.eng
dc.languageporpt_BR
dc.subjectEscala de Coma de Glasgowpor
dc.subjectIntubaçãopor
dc.subjectTraumatismos Craniocerebraispor
dc.subjectGlasgow Coma Scaleeng
dc.subjectIntubationeng
dc.subjectCraniocerebral Traumaeng
dc.titleA escala de coma de Glasgow como fator decisivo na intubação de pacientes com traumatismo cranioencefálico grave: uma revisão sistemática e meta-análisept_BR
dc.typeMonografiapt_BR
dc.contributor.advisor1Santos, Victor Santana-
dc.description.resumoINTRODUÇÃO: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morte por trauma e incapacidade neurológica. A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é amplamente utilizada para classificar a gravidade do TCE e auxiliar na decisão de intubação orotraqueal (IOT) em pacientes graves, classicamente no limiar de GCS ≤ 8. Contudo, esta prática é controversa e carece de evidências robustas que a suportem. OBJETIVO: Avaliar sistematicamente a segurança do uso da Escala de Coma de Glasgow como preditor da intubação de pacientes com TCE grave. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão sistemática e meta-análise conforme o protocolo PRISMA, a qual está inscrita na plataforma PROSPERO, sob o número de registro CRD420250652695. Foram rastreadas as bases de dados SCOPUS (Elsevier), PUBMED, Open theses, Cochrane, MEDLINE, LILACS e Google Scholar, de 22/02/2025 até 20/03/2025. Foram incluídos artigos originais (coortes) que compararam pacientes adultos com TCE grave (GCS ≤ 8) intubados versus não intubados, avaliando desfechos como mortalidade e tempo de internação. A qualidade metodológica foi avaliada com a ferramenta do NIH para estudos observacionais. A síntese dos dados foi realizada por meta-análise, utilizando o Risco Relativo (RR) para mortalidade e Diferença Média (MD) ou Diferença Média Padronizada (SMD) para tempo de internação. RESULTADOS: Dos 1495 registros inicialmente identificados, 5 estudos de coorte foram incluídos na revisão. A meta-análise principal sobre mortalidade (n=19.697 pacientes) demonstrou que pacientes intubados tiveram um risco 43% maior de mortalidade em comparação aos não intubados (RR=1,43; IC 95% [1,30 - 1,58]; p<0,00001). O resultado manteve-se robusto na análise de subgrupo hospitalar (RR=1,47; IC 95% [1,32 - 1,63]). Os pacientes intubados também apresentaram maior tempo de internação hospitalar (MD=3,09 dias) e em UTI (SMD=0,78), embora estes achados tenham se mostrado frágeis e instáveis na análise de sensibilidade, devido à altíssima heterogeneidade (I²=99%). Porém após exclusão de um dos artigos, com dados inconsistentes, foi evidenciado um aumento robusto e significativo do tempo de internação em UTI (MD=0,92 dias; p < 0,00001; I²=11%) no grupo intubado. CONCLUSÃO: Esta revisão sistemática não encontrou evidências que suportem o uso seguro da GCS como fator preditor isolado para intubação em pacientes com TCE grave. Os achados sugerem um aumento de risco de mortalidade no grupo intubado, provavelmente associado a um viés de confusão por indicação, onde pacientes mais graves tendem a ser intubados, diferente daqueles com menos sinais de gravidade. Logo, a decisão de estabelecer uma via aérea definitiva deve ser individualizada, integrando a avaliação da GCS com outros parâmetros clínicos, como a presença de reflexos protetores de via aérea, estabilidade hemodinâmica e avaliação pupilar.pt_BR
dc.publisher.departmentDMEL - Departamento de Medicina Lagarto – Lagarto - Presencialpt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::MEDICINApt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipept_BR
dc.contributor.advisor-co1Soares, Jaqueline Freire-
dc.description.localLagarto, SEpt_BR
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