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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25792| Tipo de Documento: | Dissertação |
| Título: | Diagnóstico da mobilidade urbana sustentável em capitais regionais: um estudo de caso em Feira de Santana/BA |
| Autor(es): | Santos, Eduardo Xavier |
| Data do documento: | 26-Mar-2026 |
| Orientador: | Araújo, Rozana Rivas |
| Resumo: | A presente dissertação insere-se no tema da mobilidade urbana sustentável, entendida como um modelo de planejamento que incorpora à mobilidade urbana uma agenda pautada por medidas voltadas à promoção da qualidade de vida da população, à preservação do meio ambiente e dos recursos naturais (Carvalho, 2016). Assim, o objetivo da pesquisa é analisar a mobilidade urbana sustentável em uma capital regional brasileira, tendo como estudo de caso o município de Feira de Santana (BA). Conforme o IBGE (2018), de acordo com a pesquisa REGIC, 97 municípios são classificados como capitais regionais, caracterizando-se como centros urbanos com elevado nível de concentração de atividades de gestão e serviços e que exercem influência sobre extensas áreas regionais. Entre essas cidades, Feira de Santana, Bahia, é adotada como estudo de caso por representar o segundo maior município do estado, com mais de 600 mil habitantes (IBGE, 2022), além de constituir o principal polo econômico, comercial e logístico do interior baiano, desempenhando funções típicas de uma capital regional estruturada, ao concentrar fluxos populacionais e econômicos provenientes de sua área de influência (Santos et al., 2024). Como instrumento metodológico, adota-se o Índice de Mobilidade Urbana Sustentável (IMUS), desenvolvido por Costa (2008), por se tratar de uma metodologia amplamente utilizada no contexto brasileiro, tendo sido aplicada em seis capitais regionais nos últimos cinco anos: João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Ribeirão Preto (SP), Passo Fundo (RS), Rio Verde (GO) e Sinop (MT). O IMUS baseia-se em uma abordagem quantitativa e multicritério, estruturada a partir de 87 indicadores distribuídos em nove domínios temáticos: acessibilidade, aspectos ambientais, aspectos sociais, aspectos políticos, infraestrutura de transportes, modos não motorizados, planejamento integrado, tráfego e circulação urbana e sistemas de transporte urbano. A pesquisa utiliza dados provenientes de bases institucionais, legislações, planos urbanos e levantamentos de campo para atender aos indicadores, que são calculados e organizados segundo um sistema de pesos, o qual permite a redistribuição dos valores em caso de impossibilidade de aplicação de algum indicador. Em função de limitações na disponibilidade de informações, em Feira de Santana é possível aplicar 55 indicadores, correspondendo a uma taxa de preenchimento de 63%. Entretanto, o trabalho é válido visto que possui indicadores contabilizados em todos os 9 domínios, conforme pedido por Costa (2008). Como resultado, Feira de Santana alcançou um índice geral de 0,432, evidenciando como ponto forte a presença de instrumentos normativos em consonância com as políticas federais. Por outro lado, como pontos negativos, apresenta a predominância de ações fragmentadas, baixa articulação intersetorial, reduzida intermodalidade, baixa qualidade do serviço de transporte urbano, fragilidades na gestão democrática, desigualdades socioespaciais e limitações institucionais na gestão da mobilidade urbana, indicando um descompasso entre o arcabouço normativo e a efetiva implementação das diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Este quadro também é observado entre as outras capitais regionais analisadas, indicando semelhança entre esses municípios. Dessa forma, são elaboradas cinco diretrizes gerais que podem subsidiar ações e planos futuros: fortalecimento da integração entre planejamento urbano e mobilidade; reorientação do espaço viário com prioridade aos modos sustentáveis; qualificação e fortalecimento do transporte coletivo urbano; fortalecimento da dimensão ambiental da mobilidade urbana; e ampliação da gestão democrática e do controle social. Por fim, conclui-se que a aplicação do IMUS se mostra adequada para realizar um diagnóstico da mobilidade urbana sustentável em Feira de Santana e orientar diretrizes para o aprimoramento da mobilidade urbana sustentável em capitais regionais. |
| Abstract: | This dissertation is situated within the field of sustainable urban mobility, understood as a planning model that incorporates into urban mobility an agenda guided by measures aimed at promoting quality of life, preserving the environment, and protecting natural resources (Carvalho, 2016). Thus, the objective of this research is to analyze sustainable urban mobility in a Brazilian regional capital, taking the municipality of Feira de Santana (BA) as a case study. According to IBGE (2018), based on the REGIC study, 97 municipalities are classified as regional capitals, characterized as urban centers with a high concentration of management activities and services that exert influence over extensive regional areas. Among these cities, Feira de Santana, Bahia, is selected as the case study because it represents the second largest municipality in the state, with more than 600,000 inhabitants (IBGE, 2022). Furthermore, it constitutes the main economic, commercial, and logistical hub of Bahia’s interior, performing typical functions of a structured regional capital by concentrating demographic and economic flows from its area of influence (Santos et al., 2024). As a methodological instrument, the Sustainable Urban Mobility Index (IMUS), developed by Costa (2008), is adopted, as it is a methodology widely applied in the Brazilian context and has been implemented in six regional capitals over the past five years: João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Ribeirão Preto (SP), Passo Fundo (RS), Rio Verde (GO), and Sinop (MT). The IMUS is based on a quantitative and multicriteria approach structured around 87 indicators distributed across nine thematic domains: accessibility; environmental aspects; social aspects; political aspects; transport infrastructure; non-motorized modes; integrated planning; traffic and urban circulation; and urban transport systems. The research draws on data from institutional databases, legislation, urban plans, and field surveys to meet the requirements of the indicators, which are calculated and organized according to a weighting system that allows for the redistribution of values in cases where the application of a given indicator is not feasible. Due to limitations in data availability, 55 indicators were applied in Feira de Santana, corresponding to a completion rate of 63%. Nevertheless, the study remains valid, as indicators were computed across all nine domains, as required by Costa (2008). As a result, Feira de Santana achieved an overall index score of 0.432, highlighting as a strength the presence of regulatory instruments aligned with federal policies. On the other hand, the main weaknesses include the predominance of fragmented actions, low intersectoral coordination, limited intermodality, low quality of urban public transport services, shortcomings in democratic governance, socio-spatial inequalities, and institutional limitations in urban mobility management. These findings indicate a mismatch between the normative framework and the effective implementation of the guidelines established by the National Urban Mobility Policy. A similar pattern is observed among the other regional capitals analyzed, suggesting common characteristics among these municipalities. Based on these findings, five general guidelines are proposed to support future actions and planning initiatives: strengthening the integration between urban planning and mobility; reorienting road space to prioritize sustainable modes; improving and strengthening urban public transport; reinforcing the environmental dimension of urban mobility; and expanding democratic governance and social control mechanisms. Finally, it is concluded that the application of the IMUS proves to be appropriate for diagnosing sustainable urban mobility in Feira de Santana and for guiding improvements in sustainable urban mobility in regional capitals. |
| Palavras-chave: | Mobilidade residencial Feira de Santana (BA) Mobilidade urbana sustentável Índice de Mobilidade Urbana Sustentável (IMUS) Capital regional Sustainable urban mobility Regional capital |
| área CNPQ: | ENGENHARIAS::ENGENHARIA CIVIL |
| Agência de fomento: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES |
| Idioma: | por |
| Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Programa de Pós-graduação: | Pós-Graduação em Engenharia Civil |
| Citação: | SANTOS, Eduardo Xavier. Diagnóstico da mobilidade urbana sustentável em capitais regionais: um estudo de caso em Feira de Santana/BA. 2026. 208 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Cívil) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25792 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Engenharia Civil |
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