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dc.contributor.authorMatos, Breno Romão Fontes-
dc.date.accessioned2026-08-21T11:55:36Z-
dc.date.available2026-08-21T11:55:36Z-
dc.date.issued2025-12-30-
dc.identifier.citationMatos, Breno Romão Fontes. Exclusão de pessoas trans* e travestis : uma análise dos casos do ensino médio brasileiro. São Cristóvão, 2025. Monografia (graduação em Serviço Social) – Departamento de Serviço Social, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2025pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25852-
dc.description.abstractThis study analyzes the processes of dropout and exclusion of trans* and travesti individuals in Brazilian high schools, based on the assumption that the school, as a device of power, acts as a central agent in the perpetuation of transphobia, which violates the fundamental right to education. The general objective is to investigate the mechanisms of violence and marginalization that lead to school abandonment among this population. To this end, a qualitative research approach with an analytical-critical bias is adopted, grounded in Queer Theory and authors such as Michel Foucault, Judith Butler, and Kimberlé Crenshaw. The methodology consists of the analysis of a digital clipping of news stories published in the Brazilian media, with a time frame between 2022 and 2025, a period that covers the return to in-person classes after the COVID-19 pandemic and the developments of a national political context adverse to gender issues. The results demonstrate that the violence is systematic and multifaceted, beginning with the denial of identity through disrespect for the social name by peers, teachers, and administrators. This primary aggression escalates to exclusion from spaces such as bathrooms and sports activities, verbal harassment, public humiliation, and, in extreme cases, physical violence. The analysis indicates that institutional transphobia is a determining factor, with the negligence and connivance of the school structure in protecting students. Furthermore, transmisogyny is evidenced as a force that intensifies violence against trans and travesti female students. Such practices are the direct cause of dropout rates which, according to data from ANTRA, lead more than 70% of this population to not complete high school. It is concluded, therefore, that dropout is not an individual act of giving up, but rather a project of systematic expulsion orchestrated by a cis-heteronormative structure, revealing the ineffectiveness of existing protection policies and the urgency of a pedagogical, affective, and political transformation in educational spaces.eng
dc.languageporpt_BR
dc.subjectServiço socialpor
dc.subjectEnsino superior (UFS)por
dc.subjectEducaçãopor
dc.subjectExclusão escolar (Ensino médio)por
dc.subjectGêneropor
dc.subjectPessoa transpor
dc.subjectTransfobiapor
dc.subjectEducationeng
dc.subjectSchool exclusioneng
dc.subjectGendereng
dc.subjectTrans personeng
dc.subjectTransphobiaeng
dc.titleExclusão de pessoas trans* e travestis : uma análise dos casos do ensino médio brasileiropt_BR
dc.typeMonografiapt_BR
dc.contributor.advisor1Oliveira, Catarina Nascimento de-
dc.description.resumoEste trabalho analisa os processos de exclusão de pessoas trans* e travestis no ensino médio brasileiro, partindo do pressuposto de que a escola, enquanto dispositivo de poder, atua como um agente central na perpetuação da transfobia que viola o direito fundamental à educação. O objetivo geral é investigar os mecanismos de violência e marginalização que levam a exclusão escolar dessa população. Para tanto, adota-se uma abordagem de pesquisa qualitativa, com viés analítico-crítico, fundamentada na Teoria Queer e em autores como Michel Foucault, Judith Butler e Kimberlé Crenshaw. A metodologia consiste na análise de um clipping digital de notícias veiculadas na mídia brasileira, com recorte temporal entre 2022 e 2025, período que abrange o retorno às aulas presenciais após a pandemia de COVID-19 e os desdobramentos de um contexto político nacional adverso às pautas de gênero. Os resultados demonstram que a violência é sistemática e multifacetada, iniciando-se com a negação da identidade por meio do desrespeito ao nome social por parte de colegas, professores/as e gestores/as. Essa agressão primária escala para a exclusão de espaços como banheiros e atividades esportivas, assédio verbal, humilhação pública e, em casos extremos, violência física. A análise aponta que a transfobia institucional é um fator determinante, com a negligência e a conivência da estrutura escolar na proteção dos estudantes. Evidencia-se, ainda, a transmisoginia como uma força que intensifica a violência contra alunas trans e travestis. Tais práticas são a causa direta das taxas de exclusão que, segundo dados da ANTRA, levam mais de 70% dessa população a não concluir o ensino médio. Conclui-se, portanto, que a exclusão não é uma desistência individual, mas um projeto de expulsão sistemática orquestrado por uma estrutura cis-heteronormativa, revelando a ineficácia das políticas de proteção existentes e a urgência de uma transformação pedagógica, afetiva e política nos espaços educacionais.pt_BR
dc.publisher.departmentDSS - Departamento de Serviço Social – São Cristóvão - Presencialpt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::SERVICO SOCIAL::SERVICO SOCIAL APLICADO::SERVICO SOCIAL DO MENORpt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvão, SEpt_BR
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