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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25957| Tipo de Documento: | Monografia |
| Título: | Aplicações da inteligência artificial na farmacovigilância : uma revisão de escopo |
| Autor(es): | Santos, Marianny Alencar dos Anchieta, Raquel Trindade de |
| Data do documento: | 12-Fev-2026 |
| Orientador: | Di Pietro, Giuliano |
| Resumo: | Introdução: A farmacovigilância constitui uma área estratégica da saúde pública, sendo responsável por identificar, analisar e reduzir os riscos associados ao uso de medicamentos. Com o avanço dos sistemas digitais e o aumento do volume de dados em saúde, a incorporação da Inteligência Artificial (IA) tem se mostrado uma alternativa promissora para otimizar processos, ampliar a capacidade analítica e fortalecer a segurança medicamentosa. Diante desse cenário, observa-se a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a integração dessas tecnologias às práticas de farmacovigilância. Objetivo: Mapear as evidências científicas disponíveis sobre as aplicações da inteligência artificial nas atividades de farmacovigilância, identificando técnicas empregadas, finalidades de uso, benefícios, barreiras e lacunas existentes na literatura. Metodologia: Trata-se de uma revisão de escopo conduzida de acordo com as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e do PRISMA-ScR. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, BVS, SciELO, Web of Science e Scopus, utilizando descritores relacionados à farmacovigilância e à inteligência artificial, combinados por operadores booleanos. Os estudos foram selecionados conforme critérios de elegibilidade previamente definidos, com triagem realizada por revisores independentes. Os dados foram extraídos e organizados em planilhas padronizadas para análise descritiva. Resultados: Foram identificados 3.649 estudos, dos quais 28 foram incluídos na amostra final após as etapas de triagem e elegibilidade. A maioria das publicações concentrou-se no período entre 2021 e 2025, com predomínio de estudos conduzidos em países com alto desenvolvimento tecnológico. As principais aplicações da IA incluíram a detecção e predição de reações adversas a medicamentos, a extração automatizada de informações em textos clínicos e a automação de processos relacionados à triagem e codificação de casos. Destacaram-se, entre as técnicas empregadas, o aprendizado de máquina, o aprendizado profundo e o processamento de linguagem natural. Os estudos relataram benefícios associados ao aumento da eficiência e da capacidade de detecção de sinais de segurança, incluindo reduções de até 26% na necessidade de validação manual de sinais e modelos com AUC superiores a 0,90 na detecção automatizada de reações adversas, embora tenham sido apontadas limitações relacionadas à qualidade dos dados, à interpretabilidade dos modelos e a desafios éticos e regulatórios. Conclusão: Os resultados demonstram que a inteligência artificial vem sendo progressivamente incorporada às práticas de farmacovigilância, apresentando benefícios claros no processamento de grandes volumes de dados e na identificação precoce de riscos relacionados ao uso de medicamentos. Apesar do potencial identificado, a incorporação dessas tecnologias ainda ocorre de forma gradual, exigindo maior validação em cenários reais e fortalecimento de estruturas regulatórias. Nesse sentido, a IA tende a ocupar um papel cada vez mais estratégico na segurança do uso de medicamentos. |
| Abstract: | Introduction: Pharmacovigilance is a strategic area of public health, responsible for identifying, analyzing, and reducing risks associated with the use of medicines. With the advancement of digital systems and the increasing volume of health data, the incorporation of Artificial Intelligence (AI) has emerged as a promising alternative to optimize processes, expand analytical capacity, and strengthen medication safety. In this context, there is a growing need to deepen the understanding of how these technologies are integrated into pharmacovigilance practices. Objective: To map the available scientific evidence on the applications of artificial intelligence in pharmacovigilance activities, identifying the techniques used, purposes, benefits, barriers, and gaps in the literature. Methodology: This is a scoping review conducted in accordance with the Joanna Briggs Institute (JBI) and PRISMA-ScR guidelines. The search was carried out in the PubMed, BVS, SciELO, Web of Science, and Scopus databases, using descriptors related to pharmacovigilance and artificial intelligence, combined with Boolean operators. Studies were selected according to predefined eligibility criteria, with screening performed by independent reviewers. Data were extracted and organized into standardized spreadsheets for descriptive analysis. Results: A total of 3,649 studies were identified, of which 28 were included in the final sample after the screening and eligibility stages. Most publications were concentrated between 2021 and 2025, with a predominance of studies conducted in countries with high technological development. The main AI applications included the detection and prediction of adverse drug reactions, the automated extraction of information from clinical texts, and the automation of processes related to case triage and coding. Among the techniques employed, machine learning, deep learning, and natural language processing were highlighted. The studies reported benefits associated with increased efficiency and improved capacity for detecting safety signals, including reductions of up to 26% in the need for manual signal validation and models achieving AUC values above 0.90 in the automated detection of adverse drug reactions, although limitations related to data quality, model interpretability, and ethical and regulatory challenges were also identified. Conclusion: The results demonstrate that artificial intelligence is being progressively incorporated into pharmacovigilance practices, providing clear benefits in the processing of large volumes of data and in the early identification of risks associated with medication use. Despite the identified potential, the adoption of these technologies is still occurring gradually, requiring greater validation in real-world settings and the strengthening of regulatory frameworks. In this context, artificial intelligence is expected to assume an increasingly strategic role in ensuring medication safety. |
| Palavras-chave: | Farmácia Ensino superior (UFS) Inteligência Artificial (IA) Farmacovigilância Medicamentos (Reações adversas) Artificial intelligence Pharmacovigilance Adverse drug reactions |
| área CNPQ: | CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA::ANALISE E CONTROLE E MEDICAMENTOS |
| Idioma: | por |
| Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Departamento: | DFA - Departamento de Farmácia – São Cristóvão - Presencial |
| Citação: | Santos, Marianny Alencar dos ; Anchieta, Raquel Trindade de. Aplicações da inteligência artificial na farmacovigilância : uma revisão de escopo. São Cristóvão, 2026. Monografia (graduação em Farmácia) – Departamento de Farmácia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2026 |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25957 |
| Aparece nas coleções: | Farmácia |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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