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dc.contributor.authorSecci, Gyamarco Pereira Nascimento-
dc.date.accessioned2026-09-04T12:40:18Z-
dc.date.available2026-09-04T12:40:18Z-
dc.date.issued2026-07-24-
dc.identifier.citationSECCI, Gyamarco Pereira Nascimento. Reconhecimento facial com IA e racismo estrutural : história pública digital e usos didáticos na crítica às tecnologias de vigilância. São Cristóvão, 2026. Monografia (licenciatura em História) – Departamento de História, Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2026pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26030-
dc.description.abstractThis monograph investigates the relationships between Artificial Intelligence (AI)-based facial recognition technologies, structural racism, and the teaching of history, focusing on the central question: How do AI-based facial recognition technologies, implemented in Brazil between 2010 and 2025, reproduce and perpetuate historical practices of surveillance and racialized control of the Black population? The analysis begins with the understanding that algorithmic systems are not neutral technologies, but rather socio-technical artifacts shaped by historical power relations, capable of reproducing inequalities when developed and applied in contexts marked by structural racism. The overall objective is to conduct a historical analysis of the implementation and use of AI-based facial recognition technologies in Brazil, identifying their continuities with racialized surveillance practices and proposing educational uses of Digital Public History for the development of anti-racist digital literacy in K-12 education. This research is scientifically justified by the need to expand interdisciplinary studies on the History of Science and Technology, Digital Public History, algorithmic surveillance, and the teaching of history, thereby contributing to a critical understanding of the historical, social, ethical, and political implications of Artificial Intelligence. The study traces the historical genealogy of practices aimed at identifying and controlling the Black population since the 19th century; it analyzes the implementation of facial recognition technologies in the Brazilian context, particularly following major sporting events and their expansion beginning in 2019; it examines algorithmic racism through documented cases of false identifications and wrongful arrests; and it discusses national and international debates regarding the regulation of these technologies. As an educational resource, it presents an antiracist teaching curriculum consisting of six units focused on teaching artificial intelligence, facial biometrics, algorithmic racism, human rights, digital ethics, data protection, and digital citizenship, aligned with the competencies and skills outlined in the BNCC (Brazil, 2018) and the BNCC Computing (Brazil, 2022). Methodologically, this study is characterized as a qualitativequantitative investigation of a historical-documentary nature, supplemented by statistical analysis of data regarding the use of facial recognition in Brazil. Primary sources include reports from human rights organizations, legislation, public documents, and news reports, while secondary sources encompass books, scientific articles, dissertations, theses, and documents found in databases such as the CAPES Journal Portal, SciELO, Google Scholar, and Litmaps. In terms of social impact, the research aims to strengthen critical historical education and anti-racist digital literacy, providing theoretical and methodological support for the training of students and teachers capable of understanding, critically analyzing, and evaluating the use of artificial intelligence technologies in light of human rights, algorithmic justice, personal data protection, and democratic principles, thereby contributing to the development of a more ethical, inclusive, and socially responsible digital culture.eng
dc.languageporpt_BR
dc.subjectHistóriapor
dc.subjectEnsino superior (UFS)por
dc.subjectReconhecimento facialpor
dc.subjectRacismo algorítmicopor
dc.subjectVigilânciapor
dc.subjectRacismo estruturalpor
dc.subjectHistória pública digitalpor
dc.subjectInteligência Artificial (IA)por
dc.subjectFacial recognitioneng
dc.subjectAlgorithmic racismeng
dc.subjectSurveillanceeng
dc.subjectStructural racismeng
dc.subjectDigital public historyeng
dc.subjectHistory educationeng
dc.titleReconhecimento facial com IA e racismo estrutural : história pública digital e usos didáticos na crítica às tecnologias de vigilânciapt_BR
dc.typeMonografiapt_BR
dc.contributor.advisor1Mello, Janaina Cardoso de-
dc.description.resumoEsta monografia investiga as relações entre as tecnologias de reconhecimento facial baseadas em Inteligência Artificial (IA), o racismo estrutural e o ensino de História, tomando como questão central: de que maneira as tecnologias de reconhecimento facial por IA, implementadas no Brasil entre 2010 e 2025, reproduzem e atualizam práticas históricas de vigilância e controle racializado da população negra? Parte-se da compreensão de que os sistemas algorítmicos não constituem tecnologias neutras, mas artefatos sociotécnicos atravessados por relações históricas de poder, capazes de reproduzir desigualdades quando desenvolvidos e aplicados em contextos marcados pelo racismo estrutural. O objetivo geral consiste em analisar historicamente a implantação e o uso das tecnologias de reconhecimento facial por Inteligência Artificial no Brasil, identificando suas continuidades com práticas de vigilância racializadas e propondo usos didáticos da História Pública Digital para o desenvolvimento do letramento digital antirracista na Educação Básica. A pesquisa justifica-se cientificamente pela necessidade de ampliar os estudos interdisciplinares sobre História da Ciência e da Tecnologia, História Pública Digital, vigilância algorítmica e ensino de História, contribuindo para a compreensão crítica das implicações históricas, sociais, éticas e políticas da Inteligência Artificial. A investigação recupera a genealogia histórica das práticas de identificação e controle da população negra desde o século XIX; analisa a implementação das tecnologias de reconhecimento facial no contexto brasileiro, especialmente após os megaeventos esportivos e sua expansão a partir de 2019; examina o racismo algorítmico por meio de casos documentados de falsas identificações e prisões indevidas; e discute os debates nacionais e internacionais acerca da regulamentação dessas tecnologias. Como recurso educacional, apresenta uma trilha didática antirracista composta por seis sequências voltadas ao ensino de Inteligência Artificial, biometria facial, racismo algorítmico, direitos humanos, ética digital, proteção de dados e cidadania digital, articuladas às competências e habilidades da BNCC (Brasil, 2018) e da BNCC Computação (Brasil, 2022). Metodologicamente, caracteriza-se como uma investigação qualiquantitativa, de natureza histórico-documental, complementada pela análise estatística de dados referentes à utilização do reconhecimento facial no Brasil. As fontes primárias incluem relatórios de organizações de direitos humanos, legislação, documentos públicos e registros jornalísticos, enquanto as fontes secundárias abrangem livros, artigos científicos, dissertações, teses e documentos localizados em bases como Portal de Periódicos CAPES, SciELO, Google Scholar e Litmaps. Como impacto social, a pesquisa pretende fortalecer a educação histórica crítica e o letramento digital antirracista, oferecendo subsídios teóricometodológicos para a formação de estudantes e professores capazes de compreender, problematizar e avaliar o uso das tecnologias de Inteligência Artificial à luz dos direitos humanos, da justiça algorítmica, da proteção de dados pessoais e dos princípios democráticos, contribuindo para a construção de uma cultura digital mais ética, inclusiva e socialmente responsável.pt_BR
dc.publisher.departmentDHI - Departamento de História – São Cristóvão - Presencialpt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvão, SEpt_BR
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