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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26120| Tipo de Documento: | Tese |
| Título: | Uma escrita de formiguinha: Pode uma língua selvagem escavar a terra da vida acadêmica? |
| Autor(es): | Silva, Carleane Soares da |
| Data do documento: | 4-Mai-2026 |
| Orientador: | Vasconcelos, Michele de Freitas Faria de |
| Resumo: | Ao ir para a escola dos grandes, como recomendou sua mãe, ela não disse a ninguém que era indígena. Produziu-se pesquisadora agenciada à gra(n)de memória universal da formaHomem — branco, escolarizado, consumidor voraz do mundo — e a um conhecimento que demarca fronteiras entre eu e outro, humano e mundo. Em tensão com essa grande memória, habitam em seu corpo outras, miúdas e persistentes. As memórias que insistem no corpo, fazendo-o pulsar, é episteme. A caboca volta-se ao chão de suas memórias e encontra as formigas a traçar caminhos outros. Nesse movimento, desloca-se de si: torna-se uma pesquisadora povoada por memórias-formiguinha — memórias de outro tempo, outra língua, outro corpo e outro território de saberes — que a conduzem a habitar um formigueiro. A tese pergunta: como (re)existir na universidade, espaço que historicamente desconsidera modos de vida e conhecimentos outros? Em resposta, constrói-se uma escrita de formiguinha como gesto ético-político e metodológico de contracolonização. Trata-se de um modo de pesquisar que se faz no acompanhar, no escavacar e no estar-com, recusando a lógica única da ciência monocultora da vida e afirmando outras formas de produção de conhecimento. Ao tensionar o modelo epistemológico hegemônico, esta escrita denuncia os processos cotidianos de recolonização e afirma a potência daquilo que não foi completamente colonizado: memórias, corpos, saberes e modos de existência que persistem e se reinventam. Acompanhando trajetos e tracejados do povo-formiga, a tese compõe narrativas, imagens e experiências como práticas de contracolonização no campo da Educação, afirmando uma educação que aprende com tudo que é vivo. Nesse percurso, assume-se a selvageria da vida e das palavras, não como falta, mas como potência transumana — modo de existir que não separa corpo, território e pensamento. A universidade, nesse movimento, é também tensionada como espaço de encontro, onde, entre brechas e conflitos, se inventam formas coletivas de permanecer e existir. A escrita se faz, nesse percurso, em diálogo com o seu povo — mantendo viva a oralidade, as imagens e a escrita diarística como modos de confluência de saberes. Esta escrita de formiguinha — miúda, mas de picada ardida — nasce dos nós na garganta e se move como gesto de criação de si e mundo, abrindo caminhos para que um corpo-escrita, pintado de urucum e jenipapo, possa seguir pindoramizando a academia nas terras do cacique Serigy. |
| Palavras-chave: | Educação – Estudo e ensino Indígenas – Educação Escrita criativa Resistência passiva Contracolonização Escrita de formiguinha Conhecimentos Indígenas Universidade Selvageria |
| área CNPQ: | CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO |
| Agência de fomento: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES |
| Idioma: | por |
| Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Programa de Pós-graduação: | Pós-Graduação em Educação |
| Citação: | SILVA, Carleane Soares da. Uma escrita de formiguinha: Pode uma língua selvagem escavar a terra da vida acadêmica?. 2026. 146 f. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26120 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Educação |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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