Please use this identifier to cite or link to this item: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26219
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.contributor.authorSantos, Yasmin Melo-
dc.date.accessioned2026-10-28T15:20:07Z-
dc.date.available2026-10-28T15:20:07Z-
dc.date.issued2026-08-27-
dc.identifier.citationSANTOS, Yasmin Melo. Infância diagnosticada: quando o transtorno nomeia a criança e (des)organiza a família. 2026. 111 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26219-
dc.description.abstractThis study aims to investigate the effects of diagnostic labeling in childhood, particularly with regard to the neurodevelopmental disorders described in the DSM-5, with emphasis on Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) and Autism Spectrum Disorder (ASD). Based on interviews with caregivers, the study seeks to understand how the history of these diagnostic classifications influences the contemporary construction of perspectives on childhood, the ways in which psychological suffering is recognized, and the family dynamics shaped by specialized technical discourse. It is grounded in the understanding that the central role assumed by diagnoses in contemporary society cannot be analyzed in isolation but must instead be understood as part of a broader historical process of the medicalization of life. The findings indicate that the consolidation of modern psychiatry, particularly from the nineteenth and twentieth centuries onward, was closely linked to the development of strategies for classifying and managing behaviors considered deviant, thereby producing a rationality based on the opposition between the normal and the pathological. Within this context, childhood became a privileged target of practices of surveillance, prevention, and intervention, especially through the articulation of medicine, education, and the family. In contemporary society, this logic has been intensified by the consolidation of neurodevelopmental disorders as the central axis of psychiatric classifications in childhood, supported by a predominantly neurobiological rationale. Furthermore, the widespread dissemination of these diagnoses extends beyond the strictly clinical domain, occupying a strategic position in organizing access to public policies, social rights, and specialized services. This scenario highlights the importance of examining the impacts produced by the expansion of psychiatric classifications on contemporary modes of constituting childhood.eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.subjectInfânciapor
dc.subjectTranstorno do Déficit de Atenção com Hiperatividadepor
dc.subjectTranstorno do Espectro Autistapor
dc.subjectMedicalizaçãopor
dc.subjectRelações familiarespor
dc.subjectChildhoodeng
dc.subjectAttention Deficit Hyperactivity Disordereng
dc.subjectAutism Spectrum Disordereng
dc.subjectMedicalizationeng
dc.subjectFamily relationseng
dc.titleInfância diagnosticada: quando o transtorno nomeia a criança e (des)organiza a famíliapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Cunha, Eduardo Leal-
dc.description.resumoEsta pesquisa tem como objetivo investigar os efeitos da nomeação diagnóstica na infância, sobretudo no que se refere aos transtornos do neurodesenvolvimento descritos no DSM-5, com ênfase no Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e no Transtorno do Espectro Autista (TEA). A partir da escuta de responsáveis, busca-se compreender de que modo a história dessas classificações diagnósticas incide sobre a construção contemporânea do olhar sobre o infantil, sobre as formas de reconhecimento do sofrimento psíquico e sobre as dinâmicas familiares atravessadas pelo discurso técnico especializado. Parte-se da compreensão de que a centralidade assumida pelos diagnósticos na contemporaneidade não pode ser analisada de maneira isolada, mas articulada a um processo histórico mais amplo de medicalização da vida. Evidencia-se que a consolidação da psiquiatria moderna, especialmente a partir dos séculos XIX e XX, esteve vinculada à construção de estratégias de classificação e gestão das condutas consideradas desviantes, produzindo uma racionalidade fundada na oposição entre normal e patológico. Nesse contexto, a infância tornou-se alvo privilegiado de práticas de vigilância, prevenção e intervenção, particularmente por meio da articulação entre medicina, educação e família. Observa-se que, na contemporaneidade, essa lógica é intensificada pela consolidação dos transtornos do neurodesenvolvimento como eixo central das classificações psiquiátricas na infância, sustentadas por uma racionalidade predominantemente neurobiológica. Além disso, evidencia-se que a ampla difusão desses diagnósticos extrapola o campo estritamente clínico, passando a ocupar uma posição estratégica na organização do acesso a políticas públicas, direitos sociais e serviços especializados. Tal cenário destaca a importância de examinar os impactos produzidos pela expansão das classificações psiquiátricas sobre os modos contemporâneos de constituição do infantil.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Psicologia Socialpt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
Appears in Collections:Mestrado em Psicologia

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
YASMIN_MELO_SANTOS.pdf859.56 kBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.