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Tipo de Documento: Monografia
Título: O Uso de ocypode quadrata (Fabricius, 1787) (Crustacea, Icypodidae) e Bledius Hermani (Caron & Ribeiro Costa, 2007) (Coleoptera, staphylinidae) como indicadores de pertubação por pisoteio em duas praias arenosas, Sergipe, Brasil
Autor(es): Vasconcelos, Kleber da Silva
Data do documento: 29-Ago-2014
Orientador: Rosa, Leandro Cruz
Resumo: Perturbações causadas pela urbanização e o uso recreativo das praias arenosas têm afetado negativamente a fauna desses ambientes praiais. O que resulta na redução das densidades, principalmente dos organismos que habitam as porções superiores. Neste estudo, nós avaliamos como dois organismos, o caranguejo Ocypode quadrata e o coleóptero Bledius hermani, respondem a tais perturbações e, dessa forma, verificar suas potencialidades como bioindicadores. Esse estudo foi realizado em duas praias dissipativas (Aruana e Refúgio) localizadas na região centro-sul do litoral do Estado de Sergipe. Em cada praia foram estabelecidos dois setores: perturbado, situado em frente aos quiosques, e controle, distante aprox. 1 km e sem a presença de estabelecimentos. Em cada setor, foram estabelecidos 5 transectos perpendiculares à linha d’água, distribuídos aleatoriamente. O número de tocas ativas de O. quadrata ao longo de cada transecto foi determinado com o auxílio de um quadrat (1 m² de área) distribuídos continuamente desde o início das dunas ou as calçadas dos quiosques, até o limite inferior de ocorrência das tocas. Ao longo das áreas dos transectos que correspondiam com as faixas de distribuição de B. hermani, foram realizadas amostragens nos quadrats (3 amostras de 0,0078 m² de área e 10 cm de profundidade por quadrat) para determinação de sua abundância. O número de tocas ativas de O. quadrata foi significativamente maior nas áreas perturbadas (Aruana = 20,20 ± 6,61 e Refúgio = 12,80 ± 4,71 tocas/m¹) comparado com as controles (Aruana = 14,20 ± 4,21 e Refúgio = 8,490 ± 1,34 tocas/m¹), enquanto que as abundâncias de B. hermani apresentaram um padrão inverso, sendo maiores nas áreas controles (Aruana = 70,62 ± 13,25 e Refúgio = 24,06 ± 3,82 ind. x 1000/m¹) do que nas perturbadas (Aruana = 37,46 ± 8,93 e Refúgio = 3,96 ± 0,86 ind. x 1000/m¹). Esses resultados sugerem que, O. quadrata provavelmente tenha sido beneficiado pelos restos de comida deixados pelos banhistas, enquanto que o pisoteio provocado pelo fluxo de frequentadores tenha afetado negativamente B. hermani nas áreas perturbadas. Nesse sentido, as características das espécies bem como dos tipos de perturbações devem ser consideradas na escolha e adoção de um eficiente bioindicador.
Palavras-chave: Engenharia de pesca
Pesca em Sergipe (SE)
Praias de Sergipe (SE)
área CNPQ: ENGENHARIAS
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe
Departamento: DEPAQ - Departamento de Engenharia de Pesca e Aquicultura – São Cristóvão - Presencial
Citação: VASCONCELOS, Kleber da Silva. O Uso de ocypode quadrata (Fabricius, 1787) (Crustacea, Icypodidae) e Bledius Hermani (Caron & Ribeiro Costa, 2007) (Coleoptera, staphylinidae) como indicadores de pertubação por pisoteio em duas praias arenosas, Sergipe, Brasil. São Cristóvão, SE, 2014. Monografia (Bacharelado em Engenharia de Pesca e Aquicultura) - Departamento de Engenharia de Pesca e Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias e Aplicadas, Universidade Federal de Sergipe, SE, 2014
URI: http://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/7524
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