Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/13101
Tipo de Documento: | Relatório |
Título: | O estudo do conceito de sintoma em Freud: como a psicanálise se destaca de outras práticas |
Título(s) alternativo(s): | Psicanálise, ciência e cultura contemporânea |
Autor(es): | Nascimento, Bárbara Santos Andrade |
Data do documento: | 2019 |
Orientador: | Coelho, Daniel Menezes |
Resumo: | A Psicanálise possui regras básicas que a diferencia de saberes médicos e psicopatológicos. Sua escuta analítica, não preocupada com a chegada a um diagnóstico e descomprometida com projetos normatizadores, a coloca em uma discussão ética e política sobre o seu papel na cultura. Uma das bases do seu conhecimento que possibilita àPsicanálise esse lugar de experimento ético-político é o conceito de sintoma. Tal conceito possuiu uma longa construção que permitiu uma compreensão diferente da estruturação e entraves da subjetividade possibilitando uma escuta sensível do sofrimento humano. Partindo de textos clássicos da teoria e englobando publicações entre 1895 e 1926, este trabalho se propõe a responder qual é o entendimento do conceito de sintoma que torna a Psicanálise diferente das outras práticas de cuidado em saúde mental. Dividindo a teoria freudiana em 6 eixos, apontamos quais as mudanças e justificativas das alterações a respeito dossintomas de acordo com os achados clínicos de Freud, alertando sobre a nocividade da vontade de curar por parte dos profissionais. A partir dos achados da presente pesquisa, ao considerarmos os sintomas não apenas como uma manifestação de sofrimento mas também como algo que resiste, podemos afirmar que ele é uma resistência à própria morte, e assim, tem um caráter de potência para vida se nos dispusermos a entendê-los na sua complexidade constitutiva. Constatou-se ainda, que a ansiedade e o desamparo aparecem no final da teoria freudiana como grandes contribuintes na produção de sintomas. Admitindo que nossa relação com o outro é estruturante para o Eu, estudar o desamparo mostra-se como um caminho possível para melhor compreensão do surgimento de patologias onde a falta desse outro se verifica como ponto de partida para formação dos sintomas. Por fim, debatemos em como o trabalho analítico deve ser estratégico para que se promovam rupturas nas formas hegemônicas de subjetividades para que outras formas de existências sejam possíveis. |
Palavras-chave: | Psicologia Psicanálise Sintomas Cultura Subjetividades Psicoterapia |
Idioma: | por |
Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe - Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - Coordenação de Pesquisa |
Licença: | Creative Commons Atribuição-Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-ND 4.0) |
URI: | http://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/13101 |
Aparece nas coleções: | 29º Encontro de Iniciação Científica da UFS Ciências Humanas - PIBIC 2018/2019 Relatórios de Iniciação Científica |
Arquivos associados a este item:
Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
---|---|---|---|---|
EstudoConceitoSintomaFreud.pdf | 618,48 kB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.