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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24253| Tipo de Documento: | Dissertação |
| Título: | Cultivo urbano de ervas medicinais por mulheres: saberes populares numa perspectiva crítica |
| Autor(es): | Vieira, Mônica dos Anjos Menezes |
| Data do documento: | 29-Ago-2025 |
| Orientador: | Batista, Rosana de Oliveira dos Santos |
| Resumo: | Nas cidades contemporâneas marcadas por desigualdades estruturais, práticas populares de cuidado, como o cultivo de ervas medicinais, seguem sendo invisibilizadas e desvalorizadas pelos discursos hegemônicos sobre desenvolvimento urbano. Essas práticas, muitas vezes protagonizadas por mulheres, constituem formas de resistência, transmissão de saberes ancestrais e construção de redes comunitárias de apoio e pertencimento. Neste contexto, o objetivo geral desta pesquisa foi investigar como o cultivo urbano de ervas medicinais, realizado por mulheres, pode ser compreendido como prática de resistência, cuidado e construção de cidades mais justas e sustentáveis. A partir de uma abordagem qualitativa, fundamentada no método materialista histórico-dialético e em uma perspectiva ecofeminista interseccional, a dissertação foi estruturada em formato multipaper e reúne cinco artigos científicos. O eixo teórico-metodológico contempla autoras e autores que discutem epistemologias feministas, ecologia política, sustentabilidade urbana e saberes tradicionais, articulando conceitos como cuidado, território, oralidade e práxis. A análise bibliográfica foi complementada por uma etapa empírica inicial, na qual foram realizadas entrevistas com mulheres de uma ocupação urbana da cidade de Aracaju/SE, cujos relatos resultaram em um dos artigos da dissertação. Os resultados apontam que o cultivo de ervas medicinais por mulheres urbanas expressa não apenas estratégias de sobrevivência, mas também formas de conhecimento ancestral, organização comunitária e crítica ao modelo hegemônico de desenvolvimento urbano. Como produto técnico-educacional, foi elaborado um livro de cordéis sobre ervas medicinais e práticas de cuidado, voltado à educação ambiental crítica no ensino fundamental II e médio. A produção, inspirada na oralidade popular e nas linguagens artísticas da cultura nordestina, visa valorizar os saberes tradicionais, promover o letramento ambiental e estimular o protagonismo estudantil a partir de uma perspectiva decolonial e emancipadora. Conclui-se que o fortalecimento dessas experiências demanda o reconhecimento de suas contribuições para a sustentabilidade das cidades, bem como a valorização das vozes e saberes populares nos espaços acadêmicos e institucionais. |
| Abstract: | In contemporary cities marked by structural inequalities, popular care practices such as the cultivation of medicinal herbs remain invisible and devalued by hegemonic discourses on urban development. These practices, often led by women, represent forms of resistance, the transmission of ancestral knowledge, and the construction of community-based support and belonging networks. Within this context, the research investigates how the urban cultivation of medicinal herbs by women can be understood as a practice of resistance, care, and the construction of more just and sustainable cities. Based on a qualitative approach, grounded in the historical-dialectical materialist method and an intersectional ecofeminist perspective, the dissertation is structured as a multipaper format and includes five scientific articles. The theoretical-methodological framework incorporates feminist epistemologies, political ecology, urban sustainability, and traditional knowledge, articulating concepts such as care, territory, orality, and praxis. A bibliographic analysis was complemented by an initial empirical stage, in which interviews were conducted with women from an urban occupation. Their narratives resulted in one of the articles presented in the dissertation. The findings reveal that the cultivation of medicinal herbs by urban women reflects not only strategies of survival but also ancestral knowledge, community organization, and a critique of the hegemonic model of urban development. As an educational and technical product, a booklet composed of cordel poems about medicinal herbs and care practices was developed, aimed at promoting critical environmental education in elementary schools. This production, inspired by popular orality and the artistic languages of Northeastern Brazilian culture, seeks to value traditional knowledge, foster environmental literacy, and stimulate student protagonism from a decolonial and emancipatory perspective. The study concludes that strengthening such experiences requires recognizing their contributions to urban sustainability and valuing popular voices and knowledge in academic and institutional spaces. |
| Palavras-chave: | Agricultura urbana Plantas medicinais (cultivo) Mulheres e o meio ambiente Ecofeminismo Sustentabilidade Saberes tradicionais Mulheres Traditional knowledge Urban agriculture Women Sustainability Ecofeminism |
| área CNPQ: | OUTROS |
| Agência de fomento: | Fundação de Apoio a Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe - FAPITEC/SE |
| Idioma: | por |
| Sigla da Instituição: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Programa de Pós-graduação: | Pós-Graduação em Mestrado Profissional em Ciências Ambientais |
| Citação: | VIEIRA, Mônica dos Anjos Menezes. Cultivo urbano de ervas medicinais por mulheres: saberes populares numa perspectiva crítica. 2025. 296 f. Dissertação (Mestrado em Ensino das Ciências Ambientais) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24253 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado Profissional em Ciências Ambientais |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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