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dc.contributor.authorCruz, Lilian Gallinella-
dc.date.accessioned2026-08-17T14:37:17Z-
dc.date.available2026-08-17T14:37:17Z-
dc.date.issued2026-01-26-
dc.identifier.citationCRUZ, Lilian Gallinella. Políticas de ações afirmativas voltadas à população trans nas universidades federais: do diagnóstico nacional aos desafios locais enfrentados por mulheres trans e travestis. 2026. Dissertação (Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde) - Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25806-
dc.description.abstractThe inclusion and retention of trans students in higher education still face significant challenges, marked by exclusion, symbolic violence, and cisnormative institutional practices. This study integrates analyses of institutional policies in Brazilian federal universities with an investigation of the experiences of trans women and travestis at the Federal University of Sergipe (UFS). In the first part, an exploratory and quantitative study was conducted in 69 institutions through documentary analysis of institutional websites and direct email contact, seeking ordinances, resolutions, and regulations directed at trans individuals, including quota programs, financial aid, specialized transgender healthcare services, and the use of social names. It was observed that 92.7% of institutions adopt social names, 46.4% have specific quotas, and only 18.8% provide specialized ambulatory care, with the Northeast region standing out with 39.2% of affirmative actions. However, significant gaps remain, such as the absence of adapted identification and specialized services, limiting full inclusion. In the second part, an observational, cross-sectional study was conducted with 10 trans and travesti students at UFS, selected via snowball sampling. Data were collected through an online questionnaire and analyzed using descriptive statistics and cross-tabulations in R software, addressing sociodemographic characteristics, academic experiences, perceptions of transphobia, inclusive policies, and institutional support. Most participants were young and low-income, reporting exclusion since pre-university education. At the university, 70% reported experiencing transphobia, isolation, and harassment, with negative impacts on mental health. The absence of inclusive policies and trans representation was unanimous, and cross-analysis showed associations between transphobia, isolation, harassment, and feelings of powerlessness. Although predominantly positive relationships with fellow students are observed, institutional barriers persist that contribute to the increased complexity of academic trajectories and may jeopardize the retention of trans people in higher education.The convergence of both studies indicates that, despite advances in access to higher education, the retention of trans and travesti students is still compromised by institutional transphobia, lack of identity recognition, absence of retention policies, and socioeconomic vulnerability. These findings underscore the need for more robust and comprehensive policies, including affirmative actions, psychosocial support, institutional training, and administrative practice reforms, to foster an inclusive, safe, and equitable university 8 environment that ensures not only access but also dignity and academic continuity for trans individuals.eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.subjectMulheres transpor
dc.subjectTravestispor
dc.subjectSucesso acadêmicopor
dc.subjectTransfobiapor
dc.subjectCisnormatividadepor
dc.subjectAções afirmativaspor
dc.subjectTrans womeneng
dc.subjectAcademic successeng
dc.subjectTransphobiaeng
dc.subjectCisnormativityeng
dc.subjectAffirmative actionseng
dc.titlePolíticas de ações afirmativas voltadas à população trans nas universidades federais: do diagnóstico nacional aos desafios locais enfrentados por mulheres trans e travestispt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Brito, Giselle de Carvalho-
dc.description.resumoA inclusão e permanência de estudantes trans no ensino superior ainda enfrentam desafios significativos, marcados por exclusão, violência simbólica e práticas institucionais cisnormativas. Este estudo integra análises de políticas institucionais em universidades federais brasileiras com a investigação da experiência vivida por alunas trans e travestis na Universidade Federal de Sergipe (UFS). No primeiro recorte, realizou-se uma pesquisa exploratória e quantitativa em 69 instituições, por meio de análise documental de portais institucionais e contato direto via e-mail, buscando portarias, resoluções e normativas voltadas a pessoas trans, incluindo programas de cotas, auxílios financeiros, ambulatórios transexualizadores e uso do nome social. Observou-se que 92,7% das instituições adotam o nome social, 46,4% possuem cotas específicas e apenas 18,8% oferecem atendimento ambulatorial especializado, com destaque para o Nordeste, que concentra 39,2% das ações afirmativas. No entanto, lacunas significativas permanecem, como ausência de identificação visual adaptada e serviços especializados, limitando a inclusão plena. No segundo recorte, realizou-se um estudo observacional, transversal, com 10 estudantes trans e travestis da UFS, selecionadas por amostragem “bola-de-neve”. Dados foram coletados via questionário online e analisados com estatísticas descritivas e cruzamentos de variáveis no software R, abordando aspectos sociodemográficos, experiências acadêmicas, percepções sobre transfobia, políticas inclusivas e apoio institucional. A maioria da amostra era jovem e de baixa renda, relatando exclusão desde o pré-vestibular. No ambiente universitário, 70% relataram sofrer transfobia, isolamento e assédio, com impacto negativo na saúde mental. A ausência de políticas inclusivas e de representação trans foi unânime, e a análise cruzada indicou associação entre transfobia, isolamento, assédio e sentimento de impotência. Embora se observem relações majoritariamente positivas com os colegas discentes, permanecem entraves de natureza institucional que contribuem para a complexificação das trajetórias acadêmicas e podem comprometer a permanência de pessoas trans no ensino superior. A convergência dos dois estudos evidencia que, embora o acesso ao ensino superior tenha avançado, a permanência de estudantes trans e travestis ainda é comprometida por transfobia institucional, falta de reconhecimento identitário, ausência de políticas de permanência e vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados reforçam a necessidade de políticas mais robustas e abrangentes, incluindo 6 ações afirmativas, suporte psicossocial, formação institucional e revisão de práticas administrativas, para promover um ambiente universitário inclusivo, seguro e equitativo, capaz de garantir não apenas acesso, mas também dignidade e continuidade acadêmica para pessoas trans.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúdept_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDEpt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipept_BR
dc.contributor.advisor-co1Alencar, Roxane Irineu de-
dc.description.localLagarto, SEpt_BR
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