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https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26279| Document Type: | Tese |
| Title: | Carol Danvers e Kamala Khan como representações identitárias da Ms. Marvel: um estudo sobre subjetividades mercadológicas nas linguagens dos quadrinhos |
| Authors: | Almeida, Anna Gabriella Cavalcante Mamede de |
| Issue Date: | 25-Feb-2026 |
| Advisor: | Zacchi, Vanderlei José |
| Resumo : | A cultura pop (Lee, Moody, 2010) atravessa nossas vivências cotidianamente (Jenkins, 2009; Pennycook, 2010). Assim, somos bombardeados com vários produtos midiáticos diariamente, como histórias em quadrinhos, filmes, séries de televisão, desenhos animados (Dovchin, Pennycook, Sultana, 2018; Pennycook, 2010). Ao longo dos anos, a relação entre fãs e artefatos culturais (Jenkins, 2009; Pennycook, 2010) vem sendo transformada de diversas maneiras. Dentre elas, uma exigência, por parte de um público consumidor, é a pluralização de representações identitárias de personagens femininas (Cocca, 2014; 2016). Isso acontece porque produtos midiáticos, especialmente histórias em quadrinhos sobre super-heróis, eram pensados, muitas vezes, para um público-alvo masculino (Cocca, 2014; 2016). Ou seja, contextos sociopolíticos atravessam narrativas midiáticas presentes na cultura pop. Dessa maneira, a presente pesquisa, inserida na Linguística Aplicada INdisciplinar (Moita Lopes, 2006) e transgressiva (Pennycook, 2006), destaca a escolha de duas figuras femininas, Carol Danvers e Kamala Khan, representantes da super-heroína Ms. Marvel em décadas distintas, a fim de observar os processos de construções identitárias (Hall, 2019; Silva, 2000; Woodward, 2000) presentes nas narrativas dos quadrinhos acerca de ambas as personagens. Assim, o objetivo do presente trabalho é observar as identidades de Kamala Khan e Carol Danvers como subjetividades mercadológicas presentes nas linguagens dos quadrinhos. Para tanto, os procedimentos metodológicos para a geração de dados seguem a abordagem qualitativa (Holanda, 2006), como forma de produzir análises rizomáticas (Jeffery, 2016) e interpretativistas (Moita Lopes, 2006) sobre as narrativas dos quadrinhos selecionados. Assim, foram utilizados os conceitos sobre texto e contexto (Canagarajah; 2018; Zacchi, 2019), cronotopo (Bakhtin, 1981) como forma de entender a linguagem como uma estrutura rizomática (Deleuze, Guattari, 1995) que possui indissociabilidade entre as estruturas que compõem as narrativas dos quadrinhos e o contexto sociopolítico em que as identidades das personagens Kamala Khan e Carol Danvers são construídas e interpretadas. As análises do presente trabalho demonstram dois caminhos interpretativos: construção de identidades e práticas de subjetivação. O primeiro está relacionado à construção identitária (Hall, 2019) de Kamala Khan, que é atravessada por conflitos e tensões em suas identidades. Isso ocorre porque ela é uma personagem marcada, em suas narrativas, pela diferença entre o Eu e o Outro (Woodward, 2000; Said, 2007), por causa de ascendência paquistanesa e muçulmana. Por outro lado, as identidades de Carol Danvers são constituídas, em suas narrativas, como representante de pautas do movimento feminista de segunda onda (Friedan, 1963; Nicholson, 1997), presente nos Estados Unidos na década de 1970, mas não partilham dos descentramentos de movimentos feministas relacionados a demandas de mulheres da classe trabalhadora ou de cor (hooks, 2020; Oyěwùmí, 2021). As práticas de subjetivação de ambas as personagens apontam para o uso de uma lógica dos afetos (Guattari, 1992), que opera sob uma racionalidade neoliberal (Dardot, Laval, 2016), transformando as subjetividades em artefatos mercadológicos (Lazzarato, 2014) presentes nas linguagens dos quadrinhos. |
| Abstract: | Pop culture (Lee, Moody, 2010) permeates experiences within one’s routine (Jenkins, 2009; Pennycook, 2010). Thus, one is overwhelmed by several media products, such as comic books, films, TV series and cartoons (Dovchin, Pennycook, Sultana, 2018; Pennycook, 2010). Throughout the years, the relationship between fans and such cultural artifacts (Jenkins, 2009; Pennycook, 2010) has changed in various ways. One example is the pluralization of female identities requested by consumer audience (Cocca, 2014; 2016). Such demand occurs because media products, especially superhero comic books, were often designed considering a male audience (Cocca, 2014; 2016). That is, sociopolitical contexts permeate media narratives found in pop culture. This research, situated within the interdisciplinary (Moita Lopes, 2006) and transgressive (Pennycook, 2006) Applied Linguistics, highlights the choice of two female figures, Carol Danvers and Kamala Khan, as representatives of the superheroine Ms. Marvel in two different decades. Both characters were chosen to investigate identity construction (Hall, 2019; Silva, 2000; Woodward, 2000) settled in their respective comic book narratives. Thus, the aim of this work is to analyze the constitution of identities of Kamala Khan and Carol Danvers as market-driven subjectivities within comic books language. To this end, the methodological approaches chosen were qualitative approach (Holanda, 2006), to produce rhizomatic (Jeffery, 2016) and interpretivist (Moita Lopes, 2006) for data generation and analyses production on the selected comic book stories. The concepts of text and context (Canagarajah, 2018; Zacchi, 2019), chronotope (Bakhtin, 1981), then, were used as well as the comprehension of language as a rhizomatic structure (Deleuze, Guattari, 1995) to understand context as part of the text. Such approaches allow the comprehension of sociopolitical contexts and Kamala Khan and Carol Danvers’ identity constitution as a unity for interpretivist analyses. Hence, this study led to two interpretative paths, identities constitutions and subjectivation processes. Kamala Khan’s identities (Hall, 2019) are tied to her internal conflicts and tensions caused by the development, on her narratives, of Pakistani and Muslim ancestry, resulting in a relationship between Self and Other (Woodward, 2000; Said, 2007) as two aspects that contribute to the emergence of Kamala Khan’s identities. Thus, her identities are permeated by Kamala’s race, ethnicity and religion, resulting in orientalist (Said, 2007) aspects. Meanwhile, Carol Danvers’ identities are built, during her narratives, as a representative of second-wave feminist movement (Friedan, 1963; Nicholson, 1997) agenda, materialized in the United States during the 1970s. However, such character is not associated to decentered demands for working-class or color-class women (Hooks, 2020; Oyěwùmí, 2021). So, both characters’ subjectivation practices converge to the idea on affections logic (Guattari, 1992), that operates considering neoliberal rationalities (Dardot, Laval, 2016), transforming subjectivities into market artifacts (Lazzarato, 2014) represented in comic books languages. |
| Keywords: | Histórias em quadrinhos Ms. Marvel Identidade Subjetividade Comics Identity Subjectivity |
| Subject CNPQ: | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Language: | por |
| Institution: | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Program Affiliation: | Pós-Graduação em Letras |
| Citation: | ALMEIDA, Anna Gabriella Cavalcante Mamede de. Carol Danvers e Kamala Khan como representações identitárias da Ms. Marvel: um estudo sobre subjetividades mercadológicas nas linguagens dos quadrinhos. 2026. 229 f. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026. |
| URI: | https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26279 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Letras |
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