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Tipo de Documento: Dissertação
Título: Do torrão da vida à marcha forçada rumo ao apito das gaiolas de pedra : mobilidade do trabalho e a dialética campo-cidade no município de Ribeirópolis/SE
Autor(es): Lima, José Renato de
Data do documento: 10-Set-2012
Orientador: Lisboa, Josefa Bispo de
Resumo: A presente dissertação analisa os desdobramentos da mobilidade do trabalho no município de Ribeirópolis/SE, redefinindo a dialética campo cidade a partir da reestruturação produtiva como movimento de descentralização do processo produtivo no contexto da acumulação flexível do capital sob a intervenção das políticas de desenvolvimento custodiadas pelo Estado. Procurou-se desvendar o movimento contraditório de territorialização e monopolização do capital subordinando o trabalho no campo e na cidade às mais perversas instâncias totalizadoras de controle e extirpação da mais valia. O recorte espacial da pesquisa tomou como base os povoados Lagoa das Esperas, Esteios, Serrinha, Serra do Machado, João Ferreira, Fazendinha e Queimadas, como locais que indicam os processos em curso do avanço do capital fundiário mercantilizando e redirecionando o uso da terra, por meio do seu parcelamento, o que torna sobrante, as gerações mais novas dos produtores familiares camponeses. Uma vez supérfluos no campo, a marcha forçada para o urbano permite desvendar a consonância do estabelecimento do capital industrial em busca da satisfação da reprodução em escala ampliada, consumindo vidas humanas com extensivas taxas de exploração da força de trabalho tornada precária. A leitura da realidade é realizada a partir do materialismo histórico-dialético, já que sua base de desenvolvimento impõe a leitura da totalidade das relações sociais como necessária para revelar a produção da realidade histórica pelos sujeitos que a constroem, ou seja, é possível revelar o território inscrito no movimento da produção, reprodução e apropriação do espaço pelo capital, e como as relações sociais e produtivas se materializam nos conflitos de classe historicamente construídos. Identificou-se o avanço do capitalismo no campo, que em parceria com o Estado, vem redirecionando o uso da terra para a pecuária e produtos agrícolas voltados para o comércio, ao tempo que subordina as pequenas unidades produtivas às determinações do mercado por meio da dependência de créditos, insumos e fertilizantes. Como rebatimento destaca-se a expulsão de parte do trabalhador das suas lavouras em direção às cidades engrossando as fileiras do exército de reserva. Por sua vez, o capital industrial tem a custódia do Estado como indutor do desenvolvimento via incentivos fiscais, infraestruturas, e desregulamentação dos direitos trabalhistas, para se apropriar dos territórios vantajosos e de extensivas horas de trabalho do operariado. A inscrição de uma divisão social e territorial do trabalho conforme a lógica acumulativa do valor é resultante de uma nova articulação campo-cidade como centro- periferia. Contraditoriamente, na cidade, observa-se a especulação imobiliária e a valorização do solo, com a extensão do tecido urbano conforme a demanda por habitações e a produção de espaços segregados como condição de negação da obra do urbano para quem a produziu.
Abstract: Esta tesis analiza las ramificaciones de la movilidad laboral en el municipio de Ribeiropolis/ SE, redefinindo la dialéctica campo versos ciudad de la reestructuración productiva como movimiento de descentralización del proceso de producción en el contexto de flexible acumulación de capital en la intervención de las políticas de desarrollo en custodia por parte del Estado. Intentamos descubrir el movimiento contradictorio de la territorialización y monopolización del capital por hacer el trabajo en el campo y en la ciudad los más perversos casos totalizadores del control y extirpación de valor añadido.El área espacial de la investigación se basó en las aldeas de Laguna da Espera, Esteios, Serrinha, Serra do Machado, Juão Ferreira, Fazendinha y Queimadas, como territorio que indica los procesos en curso del capital de la tierra y reorientando el uso de la tierra, por medio de su división, lo que hace recortes, las generaciones más jóvenes de la familia los productores campesinos. Una vez "superfluos" en el campo, la marcha forzada a las zonas urbanas permite descubrir la consonancia de la creación del capital industrial en búsqueda de la satisfacción de reproducción en escala mayor, consumiendo vidas humanas ampliadas con las tasas de explotación de la fuerza del trabajo prestados precaria. La lectura de la realidad es realizada a partir del materialismo histórico-dialéctico, ya que la base del desarrollo requiere de la lectura de la totalidad de las relaciones sociales como obligados a revelar la producción de la realidad histórica de los sujetos que la construyen, o sea, és possible revelar el territorio incluido dentro del movimiento de la producción, reproducción y propiedad del espacio por el capital, y cómo las relaciones sociales y productivas se materializan en los conflictos de clase históricamente construídos. Identificamos el avance del capitalismo en el campo, que en colaboración con el Estado, canaliza el uso de la tierra para el ganado y los productos agrícolas destinados al comercio, hace tiempo que subordinan las pequeñas unidades de producción a las determinaciones en el mercado por medio de la dependencia de los créditos, insumos y fertilizantes. Como rebatido se encuentra la expulsión del parte del trabajador de sus plantaciones a las ciudades y aumentar las filas del ejército de reserva. Por su vez, el capital industrial tiene la custodia del Estado como inductor del desarrollo por los incentivos fiscales, la infraestructura, y la desregulación de los derechos laborales, para aprovechar los territorios ventajosa y extensas horas de trabajo del proletariado.La entrada de la división social y territorial del trabajo según la lógica del valor acumulado y resultante de una nueva articulación campo-ciudad como el centro-periferia. Paradójicamente, en la ciudad, observamos la especulación inmobiliaria y la mejora de suelos, con la extensión del tejido urbano conforme la demanda por habitacíon y la producción de espacios separados como una condición de negación de las transformaciones urbanas para aquellos que producen.
Palavras-chave: Mobilidade do trabalho
Reestruturação produtiva
Relação campo-cidade
Estado
Movilidad laboral
Reestructuración productiva
Relación campo-ciudad
área CNPQ: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Idioma: por
País: BR
Instituição/Editora: Universidade Federal de Sergipe
Sigla da Instituição: UFS
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Geografia
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://ri.ufs.br/handle/riufs/5483
Aparece nas coleções:Mestrado em Geografia

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