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Tipo de Documento: Monografia
Título: Assistência às pessoas em sofrimento mental em Sergipe
Autor(es): Alves, Rafael dos Santos
Data do documento: 3-Dez-2025
Orientador: Lins, Lívia Cristina Rodrigues Ferreira
Coorientador: Chaves, Ana Barbara de Jesus
Resumo: INTRODUÇÃO: A saúde mental constitui-se em um tema global de grande relevância, afetando milhões de pessoas independentemente de idade, gênero ou condição socioeconômica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontava que transtornos como depressão, ansiedade e esquizofrenia estavam entre as principais causas de incapacidade no mundo. A pandemia de COVID-19 agravou esse cenário, intensificando o isolamento social, o estresse e a demanda por serviços de saúde mental. Os desafios mostraram-se ainda mais evidentes, com um sistema de saúde sobrecarregado e dificuldades no acesso a serviços especializados, em todo o país. Em Sergipe, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) representa a principal estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento em saúde mental, mas sua implementação enfrenta obstáculos. OBJETIVO: Analisar a assistência às pessoas com transtornos mentais em Sergipe, utilizando os indicadores propostos pela OMS no documento Comprehensive Mental Health Action Plan 2013–2030. MÉTODO: O estudo adotou abordagem quantitativa e qualitativa, fundamentada em dados secundários obtidos de bases oficiais (Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, DATASUS, IBGE e OMS), além da análise crítica da disponibilidade e precisão das informações sobre os serviços de saúde mental no Estado. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise evidenciou que Sergipe não atingiu as metas da OMS para saúde mental, apresentando a maioria dos indicadores como inexistentes ou parciais. Identificaram-se ausência de políticas estaduais específicas, número insuficiente de CAPS, inexistência de residências terapêuticas, programas de prevenção limitados e falhas na integração da rede de atenção psicossocial. Apenas avanços pontuais foram observados, sem atender de forma plena às recomendações internacionais. CONCLUSÃO: Constatou-se que, apesar de progressos na implementação das políticas de saúde mental, Sergipe ainda não atende de forma plena as recomendações da OMS, sendo necessários investimentos contínuos, expansão da cobertura e estratégias de promoção e prevenção em saúde mental.
Abstract: INTRODUCTION: Mental health has emerged as a global issue of great relevance, affecting millions of people regardless of age, gender, or socioeconomic status. The World Health Organization (WHO) had already pointed out that disorders such as depression, anxiety, and schizophrenia were among the leading causes of disability worldwide. The COVID-19 pandemic worsened this scenario, intensifying social isolation, stress, and the demand for mental health services. In Brazil, challenges were even more evident, with an overloaded health system and limited access to specialized care. In Sergipe, the Psychosocial Care Network (RAPS) represented the main strategy of the Unified Health System (SUS) for mental health care, but its implementation faced obstacles such as an insufficient number of Psychosocial Care Centers (CAPS), a shortage of qualified professionals, and difficulties in access in inland municipalities. OBJECTIVE: To analyze the mental health care provided to people with mental disorders in Sergipe, using the indicators proposed by the WHO in the document Comprehensive Mental Health Action Plan 2013–2030. METHOD: The study adopted a quantitative and qualitative approach, based on secondary data obtained from official sources (Ministry of Health, State Health Secretariat, DATASUS, IBGE, and WHO), along with a critical analysis of the availability and reliability of information on mental health services in the state. RESULTS AND DISCUSSION: The analysis showed that Sergipe did not achieve the WHO targets for mental health, with most indicators classified as non-existent or only partially met. The findings included the absence of specific state policies, an insufficient number of CAPS, lack of therapeutic residences, limited prevention programs, and failures in the integration of the psychosocial care network. Only isolated advances were identified, falling short of fully meeting international recommendations. CONCLUSION: Despite some progress in the implementation of mental health policies, Sergipe has not yet fully complied with WHO recommendations, highlighting the need for continuous investments, expanded coverage, and structured strategies for mental health promotion and prevention.
Palavras-chave: Saúde Mental
Transtornos mentais
Serviços de Saúde Mental
Sistema Único de Saúde
Política de Saúde
Mental Health
Mental Disorders
Mental Health Services
Unified Health System
Health Policy
área CNPQ: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe
Departamento: DMEL - Departamento de Medicina Lagarto – Lagarto - Presencial
Citação: ALVES, Rafael dos Santos. Assistência às pessoas em sofrimento mental em Sergipe. 2025. Monografia (Graduação em Medicina) - Departamento de Medicina, Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2025.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25736
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