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dc.contributor.authorSantos, Igor Rodrigues-
dc.date.accessioned2026-03-11T17:48:22Z-
dc.date.available2026-03-11T17:48:22Z-
dc.date.issued2026-02-25-
dc.identifier.citationSANTOS, Igor Rodrigues. Fruir a vida: narrativas jusliterárias do direito à vida em Ailton Krenak. 2026. 277 f. Dissertação (Mestrado em Direito) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24738-
dc.description.abstractThe notion of fruição da vida (life as an experience to be savored) raises questions about the essential (in)utility of this fundamental element of existence, confronting the instrumentalization that imposes utilitarian objectives on life with an understanding of meaning and the feeling of connection with the world. Starting from this confrontation, this dissertation aims to understand how the narratives of Ailton Krenak, as an expression of indigenous literature and a promoter of intercultural dialogue, can expand hermeneutic possibilities by enabling new interpreters of the constitution. This openness, inspired by Peter Häberle's thought, highlights the enrichment of constitutional interpretation regarding the right to life through the ancestral knowledge of indigenous communities, knowledge which is condensed in shared memories and problematizes the utilitarian view of existence grounded in modern, hegemonic Western rationality. To achieve this, a qualitative methodology will be adopted, of a jusliterary nature, with inter/transdisciplinary approaches, as well as hermeneuticphenomenological contributions guided by the articulation of Ailton Krenak's indigenous literature with constitutional hermeneutics. In this sense, an open interpretive activity is proposed, enabling indigenous narrative communities and their members as legitimate interpreters of the constitution, especially concerning the fundamental right to life. Thus, this work is part of the research line "The Process of Constitutionalization of Rights and Citizenship: Theoretical and Methodological Aspects," within the field of jusliterary studies, dealing with the relationship between Law and the hybrid manifestations of indigenous literatures; proposing the formulation of an indigenous jusliterature based on the phenomenological approach of memory, which contributes to an intercultural dialogue within Latin American constitutional law; prioritizing the articulation between Ailton Krenak's narratives, as indigenous literary representation, and the notion of an open society of constitutional interpreters; and contributing to identifying the ways in which Ailton Krenak's literary experience offers new understandings of the fundamental right to life, particularly in critiquing the instrumentalization that reduces it to mere utility. With this, the work promotes the enhancement and expansion of constitutional hermeneutics regarding the interpretation of the right to life, incorporating the knowledge of indigenous communities into legal interpretation, which impacts the daily practice of legal professionals as it allows them to access other worldviews, understand the world from other perspectives, and discover, within the horizon they can glimpse, new meanings and feelings about what it is to live.eng
dc.languageporpt_BR
dc.subjectDireito à vidapor
dc.subjectHermenêutica (Direito)por
dc.subjectFenomenologiapor
dc.subjectDireitos fundamentaispor
dc.subjectPonto de vista (Literatura)por
dc.subjectAilton Krenakpor
dc.subjectJusliteraturapor
dc.subjectNarrativas indígenaspor
dc.subjectHermenêutica constitucionalpor
dc.subjectFenomenologia da memóriapor
dc.subjectLaw and literatureeng
dc.subjectIndigenous narrativeseng
dc.subjectRight to lifeeng
dc.subjectConstitutional hermermeneuticseng
dc.subjectPhenomenology of memoryeng
dc.titleFruir a vida: narrativas jusliterárias do direito à vida em Ailton Krenakpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Alves, Míriam Coutinho de Faria-
dc.description.resumoA ideia de fruição da vida remete ao questionamento acerca da (in)utilidade desse elemento essencial da existência, confrontando a instrumentalização que lhe confere objetivos utilitários à compreensão do sentido, e também do sentimento, de conexão com o mundo. Partindo desse confronto, a dissertação tem por objetivo compreender de que modo as narrativas de Ailton Krenak, enquanto expressão da literatura indígena e promotora de um diálogo intercultural, podem ampliar as possibilidades hermenêuticas com a habilitação de novos intérpretes da constituição. Tal abertura, que é inspirada no pensamento de Peter Häberle, evidencia o enriquecimento da interpretação constitucional sobre o direito à vida a partir dos saberes ancestrais das comunidades indígenas, os quais estão condensados nas memórias compartilhadas e problematizam a visão utilitarista da existência assentada na moderna e hegemônica racionalidade ocidental. Para tanto, será adotada metodologia qualitativa, de natureza jusliterária e com abordagens inter/transdisciplinares, bem como aportes hermenêuticos-fenomenológicos orientados pela articulação da literatura indígena de Ailton Krenak à hermenêutica constitucional. Nesse sentido, propõe-se uma atividade interpretativa aberta, habilitando as comunidades narrativas indígenas e seus membros como intérpretes legítimos da constituição, especialmente em relação ao direito fundamental à vida. Desse modo, o trabalho está inserido na linha de pesquisa “processo de constitucionalização dos direitos e cidadania: aspectos teóricos e metodológicos”, dentro do campo dos estudos jusliterários, ocupando-se da relação entre o Direito e as manifestações híbridas de literaturas indígenas; propondo a formulação de uma jusliteratura indígena calcada na abordagem fenomenológica da memória e que contribui para a realização de um diálogo intercultural no âmbito do direito constitucional latino-americano; primando pela articulação entre as narrativas de Ailton Krenak, enquanto representação literária indígena, e a noção de sociedade aberta dos intérpretes da constituição; e contribuindo com a identificação das formas pelas quais a experiência literária de Ailton Krenak oferece novas compreensões sobre o direito fundamental à vida, principalmente na crítica à instrumentalização que a reduz a uma mera utilidade. Com isso, promove-se o aprimoramento e a ampliação da hermenêutica constitucional em relação à interpretação do direito à vida, incorporando saberes das comunidades indígenas na interpretação jurídica, o que repercute na prática cotidiana do jurista, uma vez que lhe permite acessar outras visões de mundo, compreendendo-o a partir de outras perspectivas e encontrando, no horizonte que conseguirá vislumbrar, novos sentidos e sentimentos sobre o que é viver.pt_BR
dc.publisher.programPós-Graduação em Direitopt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITOpt_BR
dc.publisher.initialsUniversidade Federal de Sergipe (UFS)pt_BR
dc.description.localSão Cristóvãopt_BR
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