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Tipo de Documento: Dissertação
Título: Cozinhas solidárias: insegurança alimentar, fome e re-existências no município de Aracaju-SE
Autor(es): Rodrigues, Elisandro Matos
Data do documento: 31-Out-2025
Orientador: Menezes, Sônia de Souza Mendonça
Resumo: A insegurança alimentar e a fome não são resultantes de processos inerentes a condição humana, mas partem de uma lógica excludente, arraigada na violência simbólica e sistêmica que afeta os estratos mais precarizados da sociedade e que é reproduzida e reverberada no tempo e no espaço, e materializada nas periferias urbanas, distanciando sua população do direito alimentar. A marginalização dessa população implica dificuldade ao acesso a alimentos, tanto em contextos rurais quanto em urbanos, o que se acentuou nos últimos anos, conforme os números alarmantes aferidos no período de ascensão de governos de direita no Brasil concomitantemente à crise sanitária da covid-19. Segundo a Rede PENSSAN em 2022, 33,1 milhões de brasileiros estavam em situação de fome. Essa fome atinge principalmente comunidades periféricas demarcadas por um conjunto de múltiplas violências que agridem direitos sociais, como o acesso à alimentação. Apesar da intensificação da tecnificação agrícola e do emprego massivo de diferentes tipos de insumos ampliar a produtividade do setor, a erradicação da insegurança alimentar e da fome nas distintas escalas geográficas e sociais não foi alcançada. A violação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) compromete a soberania e a segurança alimentar nutricional e atende ao objetivo do mercado fundamentado na lógica produtivista e do lucro. A extinção de políticas e programas públicos voltados à classe trabalhadora promoveu o distanciamento do país no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS-2. Diante desse cenário, demarcado por contrastes políticos e sociais, esta pesquisa analisa a multifuncionalidade das cozinhas solidárias na reivindicação pelo DHAA. Para elaboração deste trabalho, foi adotada uma abordagem metodológica qualitativa, estruturada em etapas sequenciais: revisão teórica, pesquisa documental, trabalho de campo e sistematização de dados. As cozinhas solidárias, emergem como espaços de re-existência que contribuem para minimizar a insegurança alimentar, assim como expandir o acesso aos alimentos. Além disso, fomenta articulações políticas, debates sobre direitos sociais e cidadania alimentar em sinergia com outros movimentos sociais e a sociedade civil. Portanto, esta pesquisa tem como objetivo analisar o papel das cozinhas solidárias na mitigação da insegurança alimentar e nutricional em territórios sócio vulneráveis na capital sergipana.
Abstract: La inseguridad alimentaria y el hambre no son el resultado de procesos inherentes a la condición humana, sino que parten de una lógica excluyente, arraigada en una violencia simbólica y sistémica que afecta a los estratos más precarizados de la sociedad y que es reproducida y reverberada en el tiempo y el espacio, materializándose en las periferias urbanas, distanciando a su población del derecho a la alimentación. La marginalización de esta población implica dificultad para acceder a los alimentos, tanto en contextos rurales como urbanos, lo cual se ha acentuado en los últimos años, según lo indican las alarmantes cifras registradas durante el período de ascenso de gobiernos de derecha en Brasil, concomitantemente con la crisis sanitaria de la covid-19. Según la Red PENSSAN, en 2022, 33,1 millones de brasileños se encontraban en situación de hambre. Estehambre afecta principalmente a comunidades periféricas, demarcadas por un conjunto de múltiples violencias que agreden derechos sociales, como el acceso a la alimentación. A pesar de que la intensificación de la tecnificación agrícola y el empleo masivo de diferentes tipos de insumos aumentaron la productividad del sector, no se logró erradicar la inseguridad alimentaria y el hambre en las distintas escalas geográficas y sociales. La violación del Derecho Humano a la Alimentación Adequada (DHAA) compromete la soberanía y la seguridad alimentaria y nutricional, y responde al objetivo del mercado fundamentado en la lógica productivista y del lucro. La extinción de políticas y programas públicos dirigidos a la clase trabajadora promovió el distanciamiento del país en el cumplimiento de los Objetivos de Desarrollo Sostenible, especialmente el ODS-2. Ante este escenario, demarcado por contrastes políticos y sociales, esta investigación analiza la multifuncionalidad de las cocinas solidarias en la reivindicación por el DHAA. Para la elaboración de este trabajo, se adoptó un enfoque metodológico cualitativo, estructurado en etapas secuenciales: revisión teórica, investigación documental, trabajo de campo y sistematización de datos. Las cocinas solidarias emergen como espacios de re-existencia que contribuyen a minimizar la inseguridad alimentaria, así como a expandir el acceso a los alimentos. Además, fomentan articulaciones políticas, debates sobre derechos sociales y ciudadanía alimentaria en sinergia con otros movimientos sociales y la sociedad civil. Por lo tanto, esta investigación tiene como objetivo analizar el papel de las cocinas solidarias en la mitigación de la inseguridad alimentaria y nutricional en territorios socio vulnerables de la capital sergipana.
Palavras-chave: Geografia humana
Segurança alimentar e nutricional
Fome em Aracaju (SE)
Soberania alimentar
Vulnerabilidade social
Solidariedade
Territorialidade humana
(In)Segurança alimentar e nutricional
Vulnerabilidade
(In)Seguridad alimentaria y nutricional
Hambre
Vulnerabilidad
Solidariedad
área CNPQ: CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Geografia
Citação: RODRIGUES, Elisandro Matos. Cozinhas solidárias: insegurança alimentar, fome e re-existências no município de Aracaju-SE. 2025. 148 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/25492
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