Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26117
Tipo de Documento: Dissertação
Título: Mulheres autistas no ensino superior: o impacto do capacitismo na saúde mental e a interseccionalidade entre neurodivergência, gênero, raça e classe
Título(s) alternativo(s): Autistic women in higher education: the impact of ableism in mental health and the intersectionality between neurodivergence, gender, race, and status class
Autor(es): Santos, Camilla Grazielli Monteiro Nascimento
Data do documento: 25-Ago-2026
Orientador: Machado, Lavínia Teixeira
Resumo: Esta dissertação analisa as experiências de mulheres autistas no ensino superior, com foco nos impactos do capacitismo sobre a saúde mental, o pertencimento universitário e a permanência acadêmica. A pesquisa dialoga com uma perspectiva interseccional que articula neurodivergência, gênero, raça e classe social, mobilizando o modelo social da deficiência de segunda geração, o modelo político-relacional e os Estudos Feministas da Deficiência. O estudo adota abordagem qualitativa de inspiração fenomenológico-existencial, reconhecendo a implicação da pesquisadora no campo investigado. A investigação organiza-se em dois eixos: uma revisão integrativa da literatura e um relato de experiência institucional. A revisão identificou produções recentes sobre mulheres autistas no ensino superior, enquanto o relato analisou práticas institucionais relacionadas à acessibilidade e ao pertencimento acadêmico. Os resultados evidenciam barreiras estruturais associadas ao capacitismo, racismo, misoginia e desigualdades sociais, presentes em processos de diagnóstico tardio, camuflagem social, invisibilidade institucional e ausência de políticas interseccionais de permanência. Também foi observada a predominância de modelos biomédicos de compreensão do autismo, acompanhada da individualização da responsabilidade pelo acesso e da naturalização da fadiga de acesso. A análise indica que o sofrimento psíquico e os processos de evasão universitária não decorrem do autismo em si e sim das condições institucionais que restringem pertencimento, participação e acessibilidade. A inclusão de mulheres autistas no ensino superior exige corresponsabilidade institucional, políticas interseccionais e ambientes acadêmicos sensorial e emocionalmente acessíveis.
Abstract: This dissertation analyzes the experiences of autistic women in higher education, focusing on the impacts of ableism on mental health, academic belonging, and academic retention. The research engages with an intersectional perspective that articulates neurodivergence, gender, race, and social class, mobilizing the second-generation social model of disability, the political relational model, and Feminist Disability Studies. The study adopts a qualitative approach inspired by phenomenological-existential perspectives, acknowledging the researcher's implication in the field under investigation. The investigation is organized into two axes: an integrative literature review and an institutional experience report. The review identified recent studies on autistic women in higher education, while the report analyzed institutional practices related to accessibility and academic belonging. The results highlight structural barriers associated with ableism, racism, misogyny, and social inequalities, present in processes of late diagnosis, social camouflaging, institutional invisibility, and the absence of intersectional retention policies. The predominance of biomedical models for understanding autism was also observed, accompanied by the individualization of responsibility for access and the naturalization of access fatigue. The analysis indicates that psychological distress and university dropout processes do not stem from autism itself, but rather from institutional conditions that restrict belonging, participation, and accessibility. The inclusion of autistic women in higher education requires institutional co-responsibility, intersectional policies, and academic environments that are accessible both sensorially and emotionally.
Palavras-chave: Mulheres autistas
Autismo
Ensino superior
Interseccionalidade
Capacitismo
Estudos feministas da deficiência
Autistic women
Higher education
Intersectionality
Ableism
Feminist disability studies
área CNPQ: CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Agência de fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
Idioma: por
Sigla da Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Programa de Pós-graduação: Pós-Graduação em Psicologia
Citação: SANTOS, Camilla Grazielli Monteiro Nascimento. Mulheres autistas no ensino superior: o impacto do capacitismo na saúde mental e a interseccionalidade entre neurodivergência, gênero, raça e classe. 2026. 202 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2026.
URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/26117
Aparece nas coleções:Mestrado em Psicologia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
CAMILLA_GRAZIELLI_MONTEIRO_NASCIMENTO_SANTOS.pdf10,55 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.